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Irmão de professor revela o que pode ter motivado o assassinato

O professor de Matemática Luecir José de Brito Silva foi morto a tiros em frente a uma escola em João Pessoa

Por Carlos Rocha Publicado em
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Irmão de professor revela o que pode ter motivado o assassinato (Foto: Michel Andrade / RTC)

Um professor foi assassinado a tiros na manhã desta terça-feira (12), ao chegar na escola em que trabalhava. O crime foi registrado no bairro do José Américo, na Zona Sul de João Pessoa. Segundo Lucínio de Brito, irmão da vítima, um equívoco familiar pode ter motivado o crime.

O professor de Matemática Luecir José de Brito Silva foi surpreendido por um atirador ao deixar sua filha na escola. Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima foi atingida com pelo menos cinco disparos. A filha de 12 anos, que estuda no local, testemunhou o crime.

Um policial civil que passava pela região avistou o atirador, o perseguiu e prendeu. O homem foi detido e encaminhado à Cidade de Polícia, antiga Central de Polícia, no bairro do Geisel.

De acordo com a polícia, o suspeito é um sargento reformado (aposentado), de 80 anos. Ele disse que não se lembra do crime. Foi o que revelou o advogado Ideltônio Moreira, em entrevista ao programa O Povo na TV, da TV Tambaú.

Segundo a defesa, Antônio Francisco de Sales, de 80 anos, tem problemas psiquiátricos e faz uso de medicamentos controlados. O idoso alega que não sabe por que atirou no professor. A Polícia Civil investiga se vítima e suspeito se conheciam.

"A defesa tem dois laudos que comprovam que o policial aposentado tem problemas mentais. Ele pouco lembra do que ocorreu. Por enquanto, não há evidências de premeditação do crime. Como não temos dados concretos sobre esse fato, não sabemos como a acusação será formalizada. Por hora, vamos aguardar a realização do exame de corpo de delito e da audiência de custódia", disse o advogado Ideltônio Moreira.

A defesa confirmou que a arma usada no crime era do próprio Antônio Francisco de Sales, mas não soube explicar por que uma pessoa com problemas psiquiátricos possuía porte de arma.

"Isso é algo que deve ser questionado aos profissionais responsáveis pelo controle de armas", pontuou.

O crime deixou familiares em busca de respostas, especialmente por parte do irmão da vítima, Lucínio de Brito. Ele expressou sua perplexidade diante da situação, destacando que acredita que o crime foi um equívoco.

O irmão relatou que Antônio Francisco de Sales é casado com a irmã de sua sogra. Ele estaria revoltado após a esposa decidir sair de casa. Ela resolveu alugar um imóvel que pertence à família da vítima. Segundo Lucínio, seu irmão não tinha nenhum contato com o suspeito e era um homem trabalhador, dedicado à sua família e aos estudos.

Segunto o relato de Lucínio, Antônio Francisco de Sales demonstrou revolta com a mudança da esposa para a nova residência e acredita que ele tentou se vingar de alguma forma.

Lucínio também criticou a possibilidade de Antônio Francisco de Sales ser solto devido à sua idade avançada, destacando a impunidade que poderia resultar desse cenário. Além disso, ele expressou sua dor pela perda do irmão, descrevendo-o como um homem rígido, mas amoroso e dedicado à família.

O irmão da vítima ressaltou que sua família está fragilizada com a perda de Luecir, um pai de família e professor respeitado. Ele compartilhou suas últimas interações com a vítima, relembrando momentos de descontração e conselhos fraternos.

Diante da tragédia, Lucínio expressou sua esperança de que a justiça seja feita e que sua família encontre forças para lidar com a dor da perda. O caso permanece sob investigação.



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