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Preso na PB condenado por matar companheira e guardar corpo por 12 dias no Rio

O crime ocorreu em maio de 2016, na comunidade do Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte do Rio de Janeiro

Por Carlos Rocha Publicado em
Feminicidio paraibana rio de janeiro
Preso na PB condenado por matar companheira e guardar corpo por 12 dias no Rio

Na tarde desta segunda-feira (25), a Polícia Civil da Paraíba, por meio da 11ª Delegacia Secional de Queimadas, cumpriu um mandado de prisão expedido pela 2º Vara Criminal da Capital do RJ contra Nayron Vilar da Silva, pelo crime de feminicídio contra sua companheira, Tayza Salustino dos Santos. Ele foi preso dentro de um hospital em Campina Grande, e foi reconhecido por um familiar da vítima, que estava no mesmo local.

O crime ocorreu em maio de 2016, na comunidade do Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Nayron asfixiou Tayza dentro da residência do casal e ocultou o corpo sob a cama onde dormiam. O corpo só foi encontrado 12 dias após a morte, em avançado estado de decomposição.

O corpo de Tayza foi encontrado na manhã do dia 27 de maio, no interior de uma casa localizada no Morro do Urubu, bairro Pilares. Segundo Eduardo Santos, sobrinho da vitima, a residência seria do ex-marido da desempregada. Ainda de acordo com Eduardo, antes de ir a polícia, porém, o homem deixou o filho do casal, de dois anos, com uma conhecida, para que ele fosse entregue à família dela.

Tayza deixou sua terra natal, São José do Sabugi, na Paraíba, e se mudou para a capital fluminense em busca de melhores condições para criar o bebê, há cerca de dois meses. Ela ficou um tempo desaparecida, até que foi encontrada morta. De acordo com a Polícia Civil do Rio, o suspeito pelo crime, Nayron, havia registrado o desaparecimento da ex-companheira. O homem chegou a ser preso e condenado, mas a primeira condenação foi anulada.

Após um novo julgamento, Nayron foi condenado a 16 anos de prisão pelos jurados do II Tribunal do Júri da Capital Fluminense. O feminicídio foi descrito na sentença como um episódio clássico, marcado por opressão e agressões reiteradas contra a vítima, que era mãe de um filho de apenas dois anos na época do crime.

A prisão do acusado foi possível graças a informações recebidas pelo Núcleo de Homicídios da Paraíba, que imediatamente se deslocou até o local e efetuou a prisão de Nayron Vilar da Silva.



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