Paraíba

Vídeo: estudo revela que abatedouros da Paraíba tratam carnes no chão

Os locais serão inspecionados por uma força-tarefa montada pelo Ministério Público do Trabalho.

Publicado em 27/03/2019 10:11 Atualizado em 18/11/2020 22:35
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Por Redação Portal T5
Vídeo: estudo revela que abatedouros da Paraíba tratam carnes no chão

A grave situação identificada nos abatedouros se repete em mercados públicos
A grave situação identificada nos abatedouros se repete em mercados públicos Foto: Reprodução / TV Tambaú

Falta refrigeração, itens essenciais

de limpeza e até noções mínimas

de higiene. A real situação em que carnes são comercializadas em

algumas feiras livres, açougues e até supermercados da Paraíba nem

de longe está perto de ser razoável. O

quadro se agrava ainda mais quando o foco são os abatedores.

Da

morte do animal ao transporte do produto não faltam irregularidades.

E esse quadro baseou

uma investigação que

resultou na denúncia feita

pelo Núcleo de Justiça Animal da Universidade Federal da Paraíba

(UFPB).

A

ação

identificou

que pelo menos

71 abatedouros funcionam

em condições inadequadas. Os resultados, inclusive, foram apontados

pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na última segunda-feira

(25).

Segundo

o professor Francisco Garcia, além dos problemas na estrutura, foram

detectados indícios

de

trabalho infantil

e trabalho escravo”.

Acionado,

MPT informou

que

criará

uma

força-tarefa para investigar a situação dentro

dos próximos dias.

A

denúncia contra os abatedouros reúne informações de duas

dissertações de mestrado, um artigo científico e seis relatórios

do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Os estudos se

desenvolveram

entre os anos de 2014 e 2018. Conforme Francisco, a situação põe

em risco, inclusive, a saúde da população de modo geral.

100%

dos abatedores pesquisados estão fora dos padrões de higiene. Há

possibilidade dessas cargas estarem contaminadas e propiciar até

tuberculose nas pessoas porque elas, em sua grande maioria, são

manejadas no próprio chão”, completou.

O

relatório indicou que

80% dos trabalhadores não

fazem uso dos equipamentos de proteção

individual (EPIs), e,

em

pelo

menos 34,9%

dos abatedouros havia trabalho infantil com

crianças que

abandonaram a

escola.

De

acordo Edilene Lins, procuradora do Trabalho, os locais serão

investigados, e, caso necessário, eles podem ser interditados. “Nós

vamos levar os órgãos que realizam as interdições. Teremos apoio

da Polícia Militar, da Polícia Federal e realizaremos essa

força-tarefa”, afirmou.

O assunto foi tema de uma reportagem exibida no programa Tambaú da Gente. 

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