Paraíba

Operação Cartola: mais quatro suspeitos são interrogados, nova fase é prevista e prisões podem acontecer

Durante os seis meses de investigações foram ouvidas mais de 20 pessoas, entre testemunhas e investigados

Publicado em 10/04/2018 20:30 Atualizado em 26/11/2020 11:50
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Por Redação Portal T5
Operação Cartola: mais quatro suspeitos são interrogados, nova fase é prevista e prisões podem acontecer

Quatro

suspeitos de envolvimento em organização

criminosa, falsidade ideológica e

manipulação de resultado no

futebol da Paraíba foram

ouvidos pela Polícia Civil nesta terça (10). Nenhum nome foi divulgado. O objetivo dos interrogatórios é dar

andamento à Operação Cartola, que deve ganhar nova fase nas

próximas semanas. A possibilidade de prisões não é descartada

pela polícia, que há seis meses trabalha nas investigações. 

Relembre o caso

Entre os investigados na Operação Cartola estão dirigentes dos

maiores clubes da Paraíba, árbitros da Confederação Brasileira de

Futebol (CBF) e diretores de órgãos importantes no esporte do

estado.

A operação foi deflagrada na

madrugada desta segunda-feira (9) pela Delegacia de Defraudações

e Falsificações de João Pessoa (DDF-JP) e o Grupo de Atuação

Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da

Paraíba (MPPB).

Documentos relacionados às supostas

fraudes foram apreendidos em João Pessoa, Bayeux, Cabedelo,

Campina Grande e Cajazeiras.

Entenda o caso 

O objetivo é apurar os crimes

cometidos por uma organização composta por membros da Federação

Paraibana de Futebol (FPF), Comissão Estadual de Arbitragem da

Paraíba (CEAF), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB)

e dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba.

De acordo com a DDF, as investigações

se estenderam por mais de seis meses. Nesse período,foi possível

identificar a existência de dois núcleos principais, com

aproximadamente 80 membros identificados, sendo o primeiro -

liderança - formado por membros da FPF, CEAF e Dirigentes de clubes

de futebol profissional.

Ao todo foram cumpridos 39 mandados

de busca e apreensão, nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo,

Campina Grande e Cajazeiras. O cumprimento dos mandados contou com a

atuação de 230 policiais civis de diversas cidades da Paraíba.

“Este núcleo (cartola) é

responsável pelas decisões mais importantes relacionadas ao meio do

futebol Paraibano e conta com uma sofisticada rede de proteção/

elevado grau de articulação institucional”, explicou o delegado

Lucas Sá, em nota. O segundo núcleo identificado é formado por

membros executores ligados à CEAF (arbitragem), funcionários da FPF

e de clubes de futebol, que atuam segundo a direção/determinação

do núcleo principal.

Conforme a nota enviada pela DDF-JP,

“entre as principais condutas investigadas, destacamos a

manipulação de resultados de campeonatos de futebol, adulteração

de documentos, interferência em decisões da Justiça Desportiva

(TJD) e desvio de valores oriundos de partidas de futebol

profissional”.

“Em face do sigilo das

investigações, os detalhes sobre o modo de atuação dos

investigados, individualização das condutas e demais

características da presente organização só poderão ser

divulgados posteriormente, após a conclusão da fase investigativa e

análise de todo o material apreendido”, explicou o delegado

titular da DDF-JP.

“Ressaltamos que o desenvolvimento

da Operação Cartola contou com o apoio fundamental de testemunhas

dos fatos, com conhecimento detalhado das condutas praticadas, além

do trabalho das equipes de monitoramento e vigilância da Polícia

Civil, que analisaram centenas de documentos e realizaram diversas

diligências durante os 06 meses de investigações. Outro aspecto

importante a ser destacado está na competente e fundamental

atuação da Justiça Criminal paraibana, através da 4ª Vara

Criminal de João Pessoa, que analisou e deferiu as medidas

cautelares relacionadas à operação”, relatou Lucas Sá.

Os envolvidos estão sendo

investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade

ideológica, manipulação de resultados (crimes do Estatuto do

Torcedor) e por outras condutas sob apuração.

A equipe de reportagem do Portal

T5 conversou

por telefone com a assessoria de imprensa do órgão, que disse ter

sido pega de surpresa pela operação. "Ainda não temos

informações, vamos aguardar. O presidente da Federação viajou

nesta madrugada para o Rio de Janeiro e o assessor jurídico está na

África", disse Geraldo Varela.

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