Paraíba

"Não podemos baixar a guarda", alertam especialistas sobre flexibilizações na PB

"É um esforço que depende de todos nós e para proteger e honrar cada vida nós precisamos fazer a nossa parte", disse o Secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrami

Publicado em 06/05/2021 19:30
logo
Por Carlos Rocha
"Não podemos baixar a guarda", alertam especialistas sobre flexibilizações na PB

Todos os dias acompanhamos as notícias sobre as flexibilizações na Paraíba. Com ocupação dos leitos em situação menos crítica, a sensação que a maioria das pessoas tem é de que pode baixar a guarda, no entanto, é preciso continuar com o cuidado. Segundo o secretário de saúde de João Pessoa, o momento ainda é preocupante e não dá para baixar a guarda.

Ele relembrou que mesmo com uma situação menos crítica, a ocupação de leitos da região metropolitana de João Pessoa só fez crescer de Janeiro até Abril, atingindo o pico de 96%. Em março, João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita e Bayeux registraram mais de 3 mil mortos, desde o começo da pandemia. Cabedelo também passou por dias críticos no mês passado, a questão da falta dos anestésicos e de oxigênio.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Cabedelo, 17 mil pessoas já foram vacinadas no município, isso representa quase 13% da população. Cabedelo não tem hospital referência no tratamento da covid-19, mesmo assim mantém 15 leitos para eventuais casos.

Com quase 300 mil casos confirmados, a Paraíba segue na luta contra o novo coronavírus e segundo o secretário executivo de Saúde do Estado, Daniel Beltrami, o comportamento da população será decisivo para conter novas infecções.

"A ocupação dos leitos de hospital não pode nos permitir baixar a guarda. Se nós voltarmos a circular de maneira desprotegida, sem uso de máscaras, voltando a nos aglomerar, deixando de conviver apenas com quem nós vivemos na mesma casa, com quem nós trabalhamos, com segurança, indo para aglomerações de forma desprotegido, muito rapidamente a situação de piora do quadro epidemiológico pode retornar. Então é um esforço que depende de todos nós e para proteger e honrar cada vida nós precisamos fazer a nossa parte. Sim, é uma prova de resistência, trata-se de uma maratona de proteção e não de uma corrida de velocidade e nós precisamos aprender e poder fazer a nossa parte para seguir salvando vidas", disse.

Leia também:

João Pessoa começa a vacinar pessoas de 35 anos ou mais com comorbidades; veja

Bebê de cinco meses morre por asfixia no interior da PB

Ministério Públicos cobram resposta da Prefeitura de João Pessoa sobre Plano de Imunização

Ação conjunta prende dupla suspeita de tráfico na Grande João Pessoa

icon whatsapp
Receba as últimas notícias de João Pessoa em qualquer lugar. Começar icone Play