Polícia

PF cumpre mandados em nova fase da 'Operação Calvário'

Ações investigam crimes de lavagem de dinheiro

Publicado em 27/10/2020 07:53 Atualizado em 27/11/2020 03:05
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Por Redação Portal T5

Foto: Verinho Paparazzo/RTC

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão na Paraíba, Sergipe e no Distrito Federal, na manhã desta terça-feira (27). Os alvos são suspeitos de fraudes na contratação de serviços realizados por Organizações Sociais em unidades da Saúde e Educação na Paraíba. A 9ª fase da Operação Calvário investiga a utilização de recursos em benefício de empresários e agentes públicos.

Veja imagens da 9ª fase da 'Operação Calvário' em João Pessoa

As ações buscam mais provas de situações detectadas nas fases anteriores, principalmente no tocante ao crime de lavagem de dinheiro. 

+ Entenda as ações contra os alvos nesta fase da 'Calvário'

Os mandados foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão, pois outrora, o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), e três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB) foram citados na investigação. 

A Controladoria-Geral da União (CGU) participa do trabalho realizado em parceria com a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB).

De acordo com as investigações, no período de 2011 a 2019, somente em favor das OS contratadas para gerir os serviços essenciais da Saúde e da Educação, que integram as investigações de todas as fase da Operação Calvário, o Governo da Paraíba empenhou 2,4 bilhões de reais, tendo pago mais de 2,1 bilhões, dos quais estima-se um dano ao erário de mais de R$ 134 milhões.

Em março deste ano, a 8ª fase cumpriu nove mandados de busca e apreensão, nas residências dos investigados e no TCE (Tribunal de Contas do Estado da Paraíba), nas cidades de João Pessoa e Bananeiras, bem como um mandado prisão contra o radialista Fabiano Gomes.

Impacto social

Segundo a CGU, as irregularidades praticadas pela organização criminosa impactaram fortemente a qualidade do atendimento prestado à população carente nos hospitais públicos estaduais gerenciados pelas Organizações Sociais, bem como a qualidade do ensino público estadual prestado à população da Paraíba.

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