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Família de Mariana Thomaz comenta condenação de Dudeck: "Aliviada"

O veredito foi proferido no Fórum Criminal de João Pessoa, na tarde desta sexta-feira (17), após o julgamento ter sido adiado duas vezes

Por Carlos Rocha Publicado em
Caso Mariana Thomas: júri do acusado de matar estudante é marcado
Caso Mariana Thomas: júri do acusado de matar estudante é marcado (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

No desfecho de um júri popular que se estendeu por dois dias, Johannes Dudeck foi condenado a 32 anos de prisão pelo assassinato da estudante de medicina Mariana Thomaz, de 25 anos. O veredito foi proferido no Fórum Criminal de João Pessoa, na tarde desta sexta-feira (17), após o julgamento ter sido adiado duas vezes.

O réu, acusado de feminicídio, será encaminhado à penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, no bairro do Róger, na capital paraibana. De acordo com o advogado de Dudeck, Aécio Farias, a defesa vai recorrer da decisão e o condenado vai para esse presídio porque ainda cabe recurso.

Após o anúncio da sentença, familiares de Mariana Thomaz compartilharam seus sentimentos em entrevista à equipe da Rede Tambaú de Comunicação. Zélia, tia da vítima, e Edna, prima de Mariana, expressaram alívio ao verem Dudeck condenado, destacando a negação do acusado durante todo o processo.

"Na verdade, como a gente conhecia a Mariana e a personalidade dela, o comportamento dela, nada daquilo ali era verdade. Ele mantinha ainda a tese de que teria sido morte natural. Em todo tempo, ele confirmou que ele não era o autor e que nada ali era verdade", disse Zélia.

Os pais de Mariana, incapazes de acompanhar o julgamento por razões emocionais e psicológicas, foram representados por outros familiares. Uma das parentes ressaltou a reação deles ao saberem do veredito: "Eles ficaram felizes, nada que traga a vida dela de volta, mas ficaram felizes de termos o resultado que realmente o acusado mereceu e que agora, com certeza, vai nos dar uma aliviada", finalizou Zélia.

Edna, prima da vítima, agradeceu o apoio recebido durante o processo e destacou a importância de reconhecer a verdadeira personalidade de Mariana. "É dolorido, é muito triste, mas é sempre o nosso objetivo. O que estávamos vendo ali era uma pessoa que não era nossa. A nossa Mariana é aquela menina bonita, alegre. Essa é a memória que vamos guardar e a lição que vamos levar dela", concluiu Edna.

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