Paraíba

Pesquisadores da PB testam nova técnica para detectar covid-19 por meio da saliva

Método rápido e não-invasivo usa inteligência artificial para identificar o vírus

Publicado em 02/02/2021 18:15 Atualizado em 03/02/2021 15:31
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Por Carlos Rocha
Pesquisadores da PB testam nova técnica para detectar covid-19 por meio da saliva

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) deu início à validação de uma nova técnica que utiliza inteligência artificial para detecção de covid-19, por meio da saliva. A coleta das amostras está sendo realizada em membros da comunidade acadêmica submetidos ao teste RT-PCR na Sala de Testagem instalada no Centro de Ciências Médicas (CCM), no campus I, e a meta é de atingir pelo menos mil amostras na universidade para validação do método de triagem, que ainda precisa ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular (Labimol/CCM) da UFPB, Profa. Eloíza Helena Campana, a coleta das amostras já foi iniciada e no Labimol foi instalado um espectrômetro, equipamento portátil que dispõe de um programa de inteligência artificial para detecção da presença do vírus SARS-COV2. A equipe que atuará diretamente na validação da nova técnica na universidade é de aproximadamente 15 pessoas, entre professores, alunos e técnicos.

“Junto com a coleta da Sala de Testagem, vamos fazer a coleta da saliva em pessoas da comunidade acadêmica que aceitem participar da validação da técnica, mediante termo de consentimento. Faremos a coleta de uma amostra da saliva em um frasco, um procedimento rápido, não-invasivo e sem custo para o voluntário, porque já está sendo financiado pelo governo federal”, explicou Eloíza, que é docente do Departamento de Ciências Farmacêuticas.

As amostras coletadas serão analisadas pelo equipamento em aproximadamente dois minutos – bem mais rápido, portanto, do que o PCR, cujo resultado tem sido liberado pela universidade em até 48 horas. No entanto, a coordenadora do Labmol explica que a técnica é uma nova tecnologia que pode contribuir para ampliar as possibilidades de monitoramento da covid-19 no Brasil, mas não substitui o exame molecular. “Essa validação será muito importante para a implementação de uma técnica de triagem mais rápida e em larga escala em nosso país, mas o PCR continuará sendo o exame de referência para o diagnóstico”, esclareceu.

A UFPB é uma das nove universidades federais que iniciaram a validação do método de triagem e recebeu, no final do ano passado, uma verba de R$ 3 milhões do governo federal para viabilizar a iniciativa, inserida no projeto Laboratório de Campanha, financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). 

O projeto, que busca ampliar a capacidade de testagem da covid-19 nos estados, envolve 13 universidades públicas, sendo mais três no Nordeste - federais de Pernambuco (UFPE) e do Oeste da Bahia (UFOB) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), também na Bahia.

Três laboratórios da UFPB têm auxiliado nesse diagnóstico de covid-19 na Paraíba, realizando análises das amostras colhidas pela Secretaria de Saúde do Estado e pelas secretarias de saúde municipais, em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB).

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