Política

Vereadora Eliza Virgínia discursa contra vacinação de adolescentes

Parlamentar de João Pessoa comentou repercussão da opinião durante sessão nessa quinta-feira (23).

Publicado em 23/09/2021 14:18 Atualizado em 24/09/2021 07:21
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Por Redação Portal T5
Vereadora durante discurso na manhã desta quinta-feira (23).

Vereadora durante discurso na manhã desta quinta-feira (23). (Foto: YouTube/Reprodução)

A vereadora Eliza Virgínia (PP) declarou que discorda da vacinação de adolescentes contra a Covid-19 no Brasil. A parlamentar, que tem formação em contabilidade, apresentou opinião sobre saúde pública em discurso, na manhã desta quinta-feira (23), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Durante a fala em plenário, Eliza usou o tempo de três minutos para rebater críticas após uma entrevista concedida na quarta-feira (22). “Ontem teve uma polêmica muito grande na rádio e algumas pessoas acham que sou irresponsável pelo o que eu disse”.

A vereadora se referiu ao momento que se mostrou contrária à vacinação de adolescentes autorizada pelo Ministério da Saúde.

O promotor do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), Eduardo Varandas, criticou a vereadora pelas redes sociais. O jurista disse que Eliza emitiu opinião “inconsequente, desinformada, negacionista e contrária às diretrizes da ciência médica''.

Contrária à imunização de adolescentes, Eliza argumentou que "todas as vezes que se fala em vacinação, se fala da condição de ser experimental e emergencial".

A vice-presidente da Câmara ainda disse durante a sessão que, “quem quiser vacinar seus filhos, pode vacinar, mas, no meu caso específico,eu não vacinaria”, disse.

Ao Portal T5, a assessoria da CMJP disse que "a avaliação da vereadora é pessoal" e a "própria Anvisa recomenda a vacinação dos adolescentes".

Imunização liberada

O Ministério da Saúde comunicou, na noite dessa quarta-feira, a liberação da vacinação contra a covid-19 para adolescentes a partir 12 anos.

A nota técnica que recomendava a não vacinação de jovens entre 12 e 17 anos foi revogada após três análises comprovarem que a morte de um adolescente vacinado não teve relação com o imunizante.

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