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Um dia após gravar vídeo em cemitério pedindo justiça, professor é morto na PB

Max Izênio Veras cobrava respostas pelas mortes de 15 familiares

Por Carlos Rocha Publicado em
Um dia após gravar vídeo em cemitério pedindo justiça, professor é morto na PB
Um dia após gravar vídeo em cemitério pedindo justiça, professor é morto na PB (Foto: Reprodução/ YouTube)

Cerca de 24 horas após gravar um vídeo no cemitério da cidade de Brejo dos Santos, Sertão da Paraíba, um professor de 35 anos de idade foi morto. Max Izênio Veras cobrava respostas pelas mortes de 15 familiares, no material publicado em seu canal no YouTube. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (7).

No vídeo o professor acusa uma facção criminosa pelas mortes de seus familiares, inclusive citando alguns nomes. O delegado Homero Perazzo, que investiga o crime, disse que o educador foi morto dentro de seu carro, no Centro da cidade. Perazzo mencionou que a vítima costumava publicar vídeos denunciando pessoas que já haviam sido condenadas pela Justiça, além de outras que não apresentavam indícios de envolvimento com nenhum crime, inclusive familiares.

“O que aconteceu foi que ele fez visitas ao Fórum e coletou dados antigos de inquéritos já julgados e com pessoas já condenadas pelo Tribunal do Júri. Ele acusou cerca de oitenta pessoas, muitas inocentes e outras não, misturou narrativas”, revelou o delegado.

No último vídeo publicado, Max diz que mais de 15 pessoas de sua família foram mortas por uma facção. “Esse canal foi feito justamente para a gente pedir justiça, proteção, né, para as nossas famílias e para desarticular essa facção criminosa, bem como trazer justiça”, diz no material.

O professor Max Izênio Veras já respondeu processos de calúnia, injúria e difamação, no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Ainda segundo o delegado, o homem pode ter atraído inimizades. Contudo, as investigações ainda estão no início e ainda não há autoria nem motivação definidas.



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