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Tecnologia para desintegrar garrafas PET é desenvolvida na Petrobras

No Brasil, o descarte de embalagens é de 550 mil toneladas por ano.

Publicado em 01/11/2018 12:47 Atualizado em 26/11/2020 04:09
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Por Redação Portal T5
Tecnologia para desintegrar garrafas PET é desenvolvida na Petrobras

Países como Alemanha, Áustria, Estados Unidos e Japão também estão desenvolvendo tecnologia semelhante.
Países como Alemanha, Áustria, Estados Unidos e Japão também estão desenvolvendo tecnologia semelhante. Foto: Reprodução / Agência Brasil

Pesquisadores

da Petrobras estão desenvolvendo um processo para acelerar a

degradação do polímero que compõe as garrafas PET em até sete

dias. A tecnologia do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes)

utiliza enzimas que possibilitam recuperar os componentes das

garrafas, sob pressão e temperatura brandas.

Iniciados

há quatro anos, os estudos obtidos já permitem “vislumbrar a

viabilidade técnica de uma utilização desse processo em larga

escala”.

Uma

das maiores vilãs para o meio ambiente, principalmente para o

ecossistema marinho, a produção mundial de garrafas PET é estimada

em 50 milhões de toneladas por ano e o percentual de reciclagem é

de 18%.

Volume

de descarte

No

Brasil, segundo dados do último censo da Associação Brasileira da

Indústria do PET (Abipet), responsável pelo levantamento de

estatísticas sobre plástico, o descarte de embalagens é de 550 mil

toneladas por ano e a taxa de reciclagem da ordem de 51%.

“O

que leva à conclusão de que a fração que hoje não é reciclada

no país chega a um montante de resíduos de PET de 270 mil

toneladas”.

A

gerente de biotecnologia da Petrobras, Juliana Vaz Belivaqua, diz a

tecnologia em desenvolvimento pode ajudar a reduzir a quantidades de

resíduos decorrentes do descarte inadequado das garrafas.

"Através

da biodespolimerização, ou seja, a desconstrução química de uma

molécula com muitas unidades funcionais ligadas, até obtermos

novamente essas unidades poderemos transformar completamente a cadeia

do PET pós consumo, pois o que seria resíduo volta a ser

matéria-prima”, disse.

A

avaliação da gerente da Petrobras é que “dessa forma se evita o

problema do acúmulo desse material em lixões ou no meio ambiente e

se reduz a demanda por novas matérias-primas que são oriundas da

petroquímica, reduzindo nossa pegada de carbono”.

Diante

da preocupação com os danos, países como Alemanha, Áustria,

Estados Unidos e Japão também estão desenvolvendo tecnologia

semelhante.

Metodologia

No

processo em estudo, as embalagens são coletadas após o uso por

consumidores e levadas a um reator para reprocessamento do material.

“O

método consiste na adição da enzima às embalagens moídas, em

condições de reação adequadas para a atuação da enzima. O

processo ocorre até o polímero se tornar novamente em suas unidades

mínimas, que servem para a formação de novo PET em processo de

reutilização na indústria petroquímica”, ressalta Juliana

Belivaqua.

Em

dezembro de 2017, a Petrobras assinou um termo de cooperação com a

Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Através dessa

parceria, será possível acelerar o desenvolvimento e elevar o grau

de inovação e de maturidade da tecnologia. Atualmente, o projeto

encontra-se em fase de otimização em laboratório e dentro de 3

anos deve ser testado em escala piloto.  "Só então

teremos condição de avaliar o potencial econômico da tecnologia e

planejar seu escalonamento para uma escala comercial", avaliou.

A

gerente acrescentou que a reciclagem de plásticos atualmente

utilizada é baseada em processos físicos e, por este método, os

materiais não recuperam as propriedades do polímero original,

gerando um produto de baixo valor. Já com a reciclagem

biotecnológica com a tecnologia em desenvolvimento será

permitido que o PET reciclado tenha exatamente as mesmas

características do original.

Para

a gerente de biotecnologia da Petrobras, no momento em que a

tecnologia já tiver maturidade adequada, a companhia irá buscar

parceiros para a implementação.

Agência Brasil.

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