Política

STF começa a julgar recurso que pode anular decisões da Lava Jato

Na Praça dos Três Poderes, dezenas de pessoas protestaram contra a medida.

Publicado em 26/09/2019 05:36 Atualizado em 18/11/2020 11:31
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Por Redação Portal T5

O Supremo Tribunal Federa começou a analisar, nessa quarta-feira (25), um pedido que pode anular ao menos 32 sentenças envolvendo cento e quarenta e três pessoas investigadas pela Operação Lava Jato.

Agora, os ministros do Supremo têm de responder a uma pergunta: delatores podem ser os últimos a se manifestar nos processos nos quais são réus?

No mês passado, a segunda turma do STF entendeu que não e anulou a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras, pelo então juiz Sérgio Moro. Depois dessa decisão, vários pedidos de anulação de sentença chegaram ao Supremo, como o do ex-presidente Lula.

Nessa quarta-feira (25), os ministros começaram a analisar o caso de um ex-gerente da Petrobras. O julgamento foi suspenso depois do voto do relator, o ministro Edson Fachin, que é contra a anulação das sentenças e afirma que a medida atinge não apenas a Lava Jato.

"Não é pouco o que se está, efetivamente, a deliberar. Inclui diversos crimes contra administração pública, mas também, onde tiver ocorrido acordo de colaboração premiada: tráfico de drogas, tráfico de armas, tráfico de pessoas, pornografia infantil e delitos praticados com violência ou grave ameaça, entre outros", argumento Fachin.

Na Praça dos Três Poderes, em frente ao prédio do STF, dezenas de pessoas protestaram contra a medida. Além de lançar tomates e ratos de borracha, os manifestantes carregavam faixas com críticas aos ministros do Supremo e palavras de defesa à Lava Jato e à CPI da Lava Toga.

Houve tumulto quando um grupo tentou abrir as grades de isolamento. Pedras também foram arremessadas contra os policiais militares que tentavam conter os protestantes - um PM foi atingido no rosto. A polícia reagiu com bombas de efeito moral, spray de pimenta e tiros de borracha. 

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