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Record esconde notícia da canonização de Irmã Dulce, primeira santa brasileira

Para os dois principais jornalísticos da Record no final da semana, a notícia não existiu.

Publicado em 14/10/2019 08:15 Atualizado em 18/11/2020 10:46
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Por Redação Portal T5
Record esconde notícia da canonização de Irmã Dulce, primeira santa brasileira

Foto: Reprodução/Twitter/ Hamilton Mourão

Assunto

de destaque no final de semana em todos os sites, nos jornais e na

grande maioria dos canais de TV, a notícia da canonização de

Irmã Dulce, a primeira santa nascida no Brasil, passou praticamente

em brancas nuvens pela Record.

No

sábado (12), véspera da cerimônia no Vaticano, o assunto teve

enorme destaque nos telejornais noturnos das maiores emissoras. O

"Jornal Nacional" (Globo) exibiu duas reportagens num total

de 6 minutos e 20 segundos. O "SBT Brasil" igualmente

apresentou duas matérias ao longo de 6 minutos. O "Jornal da

Band" foi outro a mostrar duas matérias sobre o assunto num

total de 5 minutos e 22 segundos. Os três telejornais produziram

parte do material com repórteres em Roma.

A EBC

(Empresa Brasil de Comunicação) também contou com equipe na Itália

para produzir material jornalístico para a TV Brasil – o

vice-presidente, Hamilton Mourão, representou o governo na

cerimônia.

O

"RedeTV News" não teve cobertura no local, mas mesmo assim

não poupou esforços e apresentou uma grande reportagem de 5 minutos

e 40 segundos sobre a canonização.

No "Jornal

da Record" não houve nenhuma menção ao assunto. O Vaticano

foi citado, de forma crítica, por realizar o Sínodo da Amazônia,

numa reportagem do telejornal sobre a Conferência

de Ação Política Conservadora realizada em São Paulo.

No

"Domingo Espetacular", com três horas e meia de duração,

a cerimônia religiosa realizada pela manhã no Vaticano não

mereceu, igualmente, qualquer menção. Para os dois principais

jornalísticos da Record no final da semana, a notícia não existiu.

Foi um

boicote ainda mais radical do que o ocorrido na beatificação de

Irmã Dulce, em 2011, passo anterior da canonização. Naquela

ocasião, tanto o principal telejornal quanto a revista eletrônica

dominical da Record falaram, ainda que modestamente, do assunto em

reportagens.

Edir

Macedo, dono da Record, é também fundador da Igreja Universal do

Reino de Deus. Nos seus livros de memórias, a trilogia "Nada a

Perder", ele faz

críticas duras à Igreja Católica, a quem enxerga como

"inimiga", ao lado da Globo, e acusa de conspirar contra a

Universal. Esta

crítica é reiterada nos dois filmes já realizados com

base nas biografias.

Em vários

intervalos da programação de domingo, a Record exibiu uma chamada

sobre o "Fala Brasil", que estreia novo

cenário e apresentadora nesta segunda-feira (14). "A

busca pela verdade é nossa obrigação", diz a chamada. Quatro

palavras são realçadas no vídeo como características do

jornalístico: "respeito", "confiança",

"agilidade" e "credibilidade".

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Motociclista

fica ferido em acidente envolvendo caminhão e moto, na Beira Rio

 

A

notícia é de Mauricio

Stycer, do Uol

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