Política

Presidente do Senado é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal

O valor gasto pelo parlamentar entre 2015 e 2018 superou R$ 1,7 milhão com a cota de gabinete, a maior parte para divulgação da atividade parlamentar.

Publicado em 04/02/2019 10:43 Atualizado em 25/11/2020 23:48
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Por Redação Portal T5

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) tem dois inquéritos contra ele no Supremo Tribunal Federal. Os motivos são de possíveis crimes

eleitorais, contra a fé pública e uso de documento falso. 

Os dois casos começaram a ser apurados na esfera eleitoral, no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), onde foram arquivados. Mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF a abertura das investigações em 2016 e 2018. Na Corte, as ações tramitam de forma conjunta e estão sob a relatoria da ministra Rosa Weber. 

No STF, os dois

inquéritos ainda estão na fase de diligências que devem ser

conduzidas pela Polícia Federal e não há prazo para

conclusão. 

Outro dado que chama a atenção na

prestação de contas de Alcolumbre na campanha de 2014 é doação

recebida do grupo JBS. Foram R$ 138 mil no total. O senador presidiu

a CPI do BNDES, que apurou irregularidades na empresa. Na época, ele

negou qualquer interferência e alegou que os recursos foram

recebidos dentro da lei. 

No Senado, a

prestação de contas de Alcolumbre também revela gastos

expressivos. De 2015 a 2018, ele gastou R$ 1.746.000,00 da cota de

gabinete. A maior parte, R$ 761 mil, com a divulgação da atividade

parlamentar. Outros R$ 459 mil foram desembolsados pelos cofres

públicos para pagar hospedagens, alimentação, locação de

veículos e combustíveis para o senador. 

Já em

votações importantes, Davi Alcolumbre se posicionou de maneira

controversa em algumas matérias. Votou contra o afastamento do então

senador e agora deputado, Aécio Neves, e a favor do reajuste dos

ministros do Supremo. 

A relação do senador com

familiares e aliados também é alvo de críticas. Alcolumbre tem

como suplente o irmão, Josiel Alcolumbre. Também está lotada no

gabinete dele com cargo comissionado a esposa do ministro da Casa

Civil, Onyx Lorenzony, Denise Veberling. 

“Os

dois inquéritos estão relacionados à prestação de contas da

campanha de Davi Alcolumbre ao Senado em 2014. A prestação de

contas foi aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá e o

MDB recorreu. O senador Davi Alcolumbre está convicto de que, ao

final das apurações, restarão todas as alegações esclarecidas e

devidamente dirimidas”, diz o texto distribuído pelo parlamentar.

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