Paraíba

Pesquisadora paraibana descobre que líquido extraído do sisal mata mosquito da dengue rapidamente

A descoberta foi por acaso e teve início a partir do relato de pequenos agricultores sobre a utilização do suco do sisal para eliminação de carrapatos de bois.

Publicado em 11/07/2019 08:35 Atualizado em 18/11/2020 17:52
logo
Por Redação Portal T5
Pesquisadora paraibana descobre que líquido extraído do sisal mata mosquito da dengue rapidamente

A pesquisadora do Departamento de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Fabíola Cruz descobriu que o líquido extraído do sisal, planta cultivada em regiões semiáridas, mata rapidamente o Aedes aegypti, mais conhecido como o mosquito da dengue.

+ Câmeras flagram desabamento de prédio anexo a hospital em João Pessoa; assista

Agora, na última fase da pesquisa, a também coordenadora do Laboratório de Biotecnologia Aplicada a Parasitas e Vetores (Lapavet) investiga as formas seguras de utilização da substância, com previsão de conclusão em dois anos.

“A eficácia como inseticida já foi comprovada, tanto no uso direto quanto na produção de iscas”, confirma a pesquisadora.

+ Vídeo mostra assalto a mão armada em farmácia de João Pessoa; veja

Segundo Fabíola Cruz, a descoberta foi por acaso e teve início a partir do relato de pequenos agricultores sobre a utilização do suco do sisal para eliminação de carrapatos de bois.

“No processo de extração da fibra do sisal, é obtido também um suco, que compõe 95% da planta. A partir desses relatos, a Embrapa Algodão propôs parceria para descobrir as propriedades biológicas do extrato”.

+ Jovem de 18 anos suspeito de assaltos é assassinado a tiros em João Pessoa

Ao aplicar o extrato bruto do suco do sisal nas larvas do Aedes aegypti, Fabíola Cruz descobriu que o líquido é letal para as larvas do mosquito. “A princípio, pretendia estudar a ação larvicida, mas a pesquisa cresceu”.

+ Valor do gás canalizado sofre reajuste a partir de agosto na Paraíba

Quando aplicou o extrato do sisal em diferentes fases de vida do mosquito, obteve resultados também positivos. O líquido foi transformado em pó, para facilitar as pesquisas enquanto inseticida comercial. M

Bruna Ferreira/UFPB

icon whatsapp
Receba as últimas notícias de João Pessoa em qualquer lugar. Começar icone Play