Paraíba

Pesquisa aponta que idosos de cidade do Sertão da PB vivem mais e melhor; veja

A pesquisadora investiga se hábitos, sociabilidade e consanguinidade são determinantes para a qualidade de vida desses idosos

Publicado em 10/09/2018 23:34 Atualizado em 26/11/2020 06:08
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Por Redação Portal T5

Estudantes da Universidade Estadual da Paraíba estão analisando porque os idosos da Cidade de Brejo dos Santos, no sertão do Estado, vivem tão bem e apresentam poucos problemas de saúde. A pesquisa é coordenada pela Professora Silvana Santos, da UEPB, e apesar de não ter sido concluída, já apresenta resultados preliminares.

A pesquisa de campo colheu dados de Março a Junho deste ano. As estudantes da UEPB coletaram dados, mediram altura e acompanharam os idosos de Brejo dos Santos. O perfil que fez parte do estudo eram os de 80 anos ou mais. Cada um respondeu a um questionário que foi dividido em algumas sessões, como dados pessoais e estado de saúde. Esses questionários eram aplicados em forma de entrevista.

A Cidade de Brejo Santos tem 8 mil habitantes e foi escolhida levando em consideração os hábitos do povo sertanejo. O foco da pesquisa é estudar a relação da genética com a longevidade.

De acordo com uma das pesquisadoras, a população tem um hábito muito homogêneo, eles fazem muitas coisas semelhantes. Outra característica marcante é o casamento consanguíneo entre pessoas próximas da família. O estudo visa também identificar se esses aspectos genéticos são determinantes para as característica dos idosos de Brejo dos Santos.

No estudo foram ouvidos 169 idosos. A pesquisa não terminou, mas os dados preliminares mostram que os idosos da cidade pequena adoecem menos e se sentem mais protegidos, pelos amigos e pelos familiares.

"A gente tem menos prevalência de algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. É uma população que tem uma melhor condição de saúde. A gente também conseguiu perceber que a consanguinidade pode ser um fator importante, associado ao viver mais e melhor. E isso também tem a ver com a rede de apoio. Em cidades menores os idosos têm mais amigos", disse a coordenadora da pesquisa.

Os alunos e professores envolvidos na pesquisa devem concluir o trabalho no final do ano.

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