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Olimpíadas: Por que o Brasil desfilou na abertura com apenas quatro pessoas

Na Vila Olímpica, horas antes da abertura, a delegação brasileira organizou sua própria parada de atletas. Eles vestiram os uniformes e desfilaram pelas ruas

Publicado em 23/07/2021 15:16 Atualizado em 23/07/2021 15:21
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Por Redação Portal T5
Como já é tradição nos Jogos, a parada das delegações teve início com a Grécia

Como já é tradição nos Jogos, a parada das delegações teve início com a Grécia (Imagem: Reprodução/Rede Globo)

A Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 foi realizada na noite desta sexta-feira, no Japão (manhã no Brasil). A milhares de quilômetros do Estádio Olímpico, os brasileiros puderam fazer uma viagem à cultura japonesa, com sua arte e sua história singulares, e foram representados por dois ídolos do esporte nacional: os porta-bandeiras Bruno Rezende, campeão olímpico de vôlei, e Ketleyn Quadros, bronze no judô e primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica em esportes individuais. Além de Marco La Porta, Chefe de Missão, e Joyce Ardies, oficial da Missão, representando os colaboradores do COB. 

“O Japão organizou uma Cerimônia de Abertura belíssima e transmitiu uma mensagem de esperança ao mundo. Estamos vivendo uma situação difícil ainda, e os Jogos são uma grande oportunidade de unirmos ainda mais os povos, num movimento de cooperação e amizade. Só assim conseguiremos voltar à normalidade”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley. 

“É claro que gostaríamos de desfilar com o maior número de atletas possível e para um estádio lotado, mas o momento pede cautela. Precisamos proteger a saúde da nossa delegação e minimizar os riscos de contaminação pelo vírus. Só assim poderemos ter um grande desempenho nos Jogos”, completou Marco La Porta. 

Dentro do estádio, um palco principal foi montado fazendo referência a dois símbolos japoneses: o sol, que figura na bandeira do país, e o Monte Fuji. Um cenário que se transformava a cada etapa da Cerimônia. Em paralelo, o espetáculo buscava reafirmar o valor do esporte e dos Jogos Olímpicos, capazes de unir o mundo e trazer esperança para um futuro melhor. Apesar da falta de público no estádio, a mensagem era uma só: mesmo separados fisicamente, podemos estar conectados e celebrar as nossas diferenças. 

Como já é tradição nos Jogos, a parada das delegações teve início com a Grécia, enquanto o Japão, país-sede, encerrou o desfile. O Brasil foi o 151° país a entrar no Estádio Olímpico de Tóquio e, pela primeira vez na história, teve uma dupla de porta-bandeiras. Ao som de músicas de videogames, Bruninho e Ketleyn entraram vestidos com um uniforme da grife carioca Wöllner, inspirado nos peixes amazônicos, que exaltam a flora e a fauna brasileiras, combinadas a traços da tradicional pintura japonesa. Nos pés, outra marca registrada do Brasil: as sandálias Havaianas. 

“Estou super feliz. Curti cada momento, cada detalhe dessa experiência. O coração bateu mais forte, esse momento parecia que não ia chegar nunca. Desfilamos com muita alegria, transbordando energia positiva e com o coração na mão”, celebrou Ketleyn, bronze em Pequim 2008.  

Já na Vila Olímpica, horas antes da abertura, a delegação brasileira não deixou por menos e organizou sua própria parada de atletas. Eles vestiram os uniformes e desfilaram pelas ruas próximas ao prédio do Time Brasil. 

“Foi um desfile simbólico com a galera que não pode estar conosco. Dá para sentir um pouco da emoção do desfile”, explicou Bruninho, que ainda descreveu a sensação de carregar a bandeira brasileira: “Foi um dia muito especial, a emoção mais incrível que eu poderia viver dentro da minha carreira. É um grande privilégio poder representar todos os atletas e o Brasil inteiro. E que comecem os Jogos, porque é o que a gente mais sonhou nestes cinco anos”, completou. 

Como não poderia ser diferente, o acendimento da pira olímpica deu o tom final no Estádio Olímpico. Honra que coube à tenista japonesa Naomi Osaka. No palco principal, a esfera que simbolizava o sol se abriu, transformando-se em uma flor. Nos próximos 17 dias, duas piras olímpicas ficarão acesas. Uma no palco da abertura dos Jogos e outra em um dos pontos mais tradicionais de Tóquio: a ponte Yumi no Ohashi, zona portuária da cidade.  

Com 302 atletas, o Time Brasil terá sua maior delegação esportiva da história em edições realizadas no exterior. Antes mesmo da abertura oficial dos Jogos, três modalidades já estrearam no evento. Enquanto o futebol feminino goleou a China por 5 a 0 e o masculino fez 4 a 2 na Alemanha, o remador Lucas Verthein avançou às quartas de final no single skiff masculino e os arqueiros Ane Marcelle e Marcus D’Almeida disputaram a fase classificatória da disputa individual. 

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