Paraíba

Mulher diz ter sido ferida por agulha em Campina Grande; casos chegam a 32

​Todos eles fizeram exames médicos e receberam um coquetel com medicamentos para prevenção de doenças.

Publicado em 14/06/2018 Atualizado em 26/11/2020

Divulgação

Deu

entrada na noite desta quarta-feira (13), no Hospital de Emergência

e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, uma mulher de

23 anos. Ela disse ter sido perfurada por uma agulha durante os

festejos no Maior São João do Mundo na cidade. Conforme a

assessoria da unidade hospitalar, a entrada da vítima ocorreu às

21h29.

Com

esse, chega a 32 o número de pessoas que relataram ter sido feridas

nas festividades juninas. De acordo com o levantamento do Trauma, 27

foram no Parque do Povo e cinco no bloco Namoradilha. Ao todo, foram

contabilizados 20 homens e 12 mulheres.

Contaminação

- Apesar dos vários relatos, a médica infectologista Priscila

Sá informou que a chance de infecção é mínima. “A chance de

infecção é mínima devido à natureza leve das lesões e da forma

como foi feito. A grande maioria das pessoas não tem certeza de que

foram furadas com agulhas pois não viram o objeto. A polícia já

está investigando e os pacientes estão em medicação preventiva e

sendo orientados. A chance de infecção pelo vírus HIV é 0,3%. Com

as medicações caem em 80%”, ressaltou.

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Segundo

a médica, os relatos das vítimas são diversos. “Os relatos são

das mais diversas formas possíveis, desde arranhões ou leves

incômodos em alguma parte do corpo só sentidos ao chegar em casa,

ao menor número de casos de lesões puntiformes em que as vítimas

realmente viram uma pessoa portando uma agulha nas imediações em

que se encontrava”, esclareceu.

Todos os pacientes foram submetidos a exames médicos e receberam um

coquetel com medicamentos para prevenção de doenças

infectocontagiosas.

Polícia

investiga - Apenas uma pessoa procurou a Polícia Civil da

Paraíba para registrar Boletim de Ocorrência (BO) sobre os ataques

com uso de agulhas no Parque do Povo, em Campina Grande. Segundo o

delegado da 10ª Seccional, Henry Fábio Ribeiro, as vítimas das

supostas agulhadas precisam registrar o fato, em virtude deste crime,

se comprovado, ser inicialmente tipificado como lesão corporal de

natureza leve.

Neste

caso, de acordo com a legislação penal, a investigação depende de

uma queixa formalizada pela vítima, já que lesão corporal é um

crime, cuja ação é de natureza pública condicionada à

representação. “Ou seja, a vítima precisa fazer a denúncia para

que a Polícia Civil adote as providências legais”, afirma Henry

Fábio. Ainda segundo ele, o único BO feito na delegacia sobre o

assunto foi registrado na sexta-feira (8). A queixa foi de uma mulher

que afirmou ter sido furada por uma agulha no Parque do Povo. Assim

que recebeu a queixa, o delegado instaurou inquérito para apurar o

fato e determinou diligências.

“Já

no dia seguinte (sábado, dia 9) solicitamos informações de outras

pessoas que teriam sido atendidas no Hospital de Trauma de Campina

Grande, que afirmaram ter sido vítimas de agulhadas. A unidade

hospitalar respondeu que até a segunda-feira havia atendido seis

pacientes. Com a divulgação dessas informações, o número de

pessoas que se dizem vítimas cresceu de forma geométrica, mas não

houve mais registros na delegacia”, destacou o delegado.

“Estamos

solicitando laudos do hospital e buscando as demais pessoas para

esclarecer o caso. Orientamos que essas pessoas procurem a delegacia

para auxiliar nas investigações. Precisamos saber, por exemplo,

qual local da ocorrência, se foi no Parque do Povo ou não, qual

horário, saber se o caso se tratou de uma agulha mesmo e, caso

positivo, saber se a vítima tem condições de identificar autores

das agulhadas”, acrescentou.

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