Paraíba

Morre o desembargador federal emérito Francisco Wildo

O sepultamento ocorrerá no Campo Santo Parque das Flores, em Maceió/AL, respeitando as restrições sanitárias decorrentes da pandemia da Covid-19.

Publicado em 25/08/2020 Atualizado em 26/11/2020

Divulgação/TRF

Morreu, na manhã desta terça-feira (25), o desembargador federal emérito Francisco Wildo Lacerda Dantas. Ele estava hospitalizado desde ontem à noite e não resistiu. O desembargador deixa a esposa Ana Florinda, os filhos Francisco, Frederico, Fábio e Flávio, além de quatro netos.

O sepultamento ocorrerá no Campo Santo Parque das Flores, em Maceió/AL, respeitando as restrições sanitárias decorrentes da pandemia da Covid-19. O  Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 emitiu nota de pesar.

Francisco Wildo foi o 17º presidente do TRF5, no biênio 2013-2015. Doutor em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa (Universidade de Lisboa), mestre em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especialista em Direito Processual Civil, ingressou na magistratura federal em 1984, quando assumiu a titularidade da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Alagoas. Como juiz federal, exerceu a direção de Foro em Alagoas em seis gestões bienais e foi corregedor eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) de 1985 a 1989 e de 1994 a 1996. O magistrado ingressou no TRF5 em agosto de 2003.

Wildo escreveu os livros “Jurisdição, Ação (Defesa) e Processo”; “Manual Jurídico da Empresa”; “Execuções contra a Fazenda Pública - Regime do Precatório”; “Teoria Geral do Processo - Jurisdição, Ação, Defesa e Processo”; e “Execução contra a Fazenda Pública - Regime do Precatório”, entre outras publicações.

O atual presidente do TRF5, desembargador federal Vladimir Carvalho, lastimou a perda do colega. “Um guerreiro, acima de tudo. Em plena atividade de magistrado de Primeiro Grau, foi vítima de um acidente de trem, de proporções trágicas, que pôde superar. Agora, na inatividade que a aposentadoria lhe concedeu, novamente, a adversidade colocou outra pedra no seu caminho, e, desta vez, não teve como superá-la. Deixa como legado o nome conquistado no exercício da magistratura e do magistério, para suavizar a dor dos que choram a sua perda.”

Em razão do falecimento do desembargador emérito, Vladimir Carvalho decretou luto oficial na Corte e nas Seções Judiciárias da 5ª Região por três dias, período no qual as bandeiras do Tribunal ficarão hasteadas a meio mastro.

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