Brasil

Ministério da Saúde estuda aplicar 3ª dose no ano que vem, diz secretária

Falta de agilidade e disponibilidade de vacinas fez SUS perder capacidade ampla de imunização, disse gestora

Publicado em 16/08/2021 15:56
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Por Redação Portal T5
Secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19, Rosana Leite de Melo

Secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19, Rosana Leite de Melo (Foto: Walterson Rosa/MS)

Senadores e especialistas discutem em Comissão Temporária da Covid-19, na manhã desta segunda-feira (16), a eficácia das vacinas contra o novo coronavírus aplicadas na população brasileira. Segundo a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde com o avanço da variante Delta no país, "em determinadas faixas etárias, com determinados imunizantes, essa proteção está diminuindo", destaca. 

A secretária ainda afirma que a programação de uma dose de reforço ou terceira dose e a compra de imunizantes para utilização no ano de 2022 vem sendo estudada pelo ministério da Saúde. "Estamos coletando dados não só de pesquisas, mas do que está acontecendo nos estados e municípios e estamos preocupados", diz.

Segundo pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ESNP) da Fiocruz, Margareth Dalcolmo, o Brasil precisa se posicionar agora sobre a possibilidade de uma terceira dose já que a variante Delta pode se tornar predominante no país. "Há o aumento da demanda de hospitalização. Estamos internando pacientes que tomaram as duas doses das vacinas contra a Covid-19 aqui no Rio de Janeiro. Seja CoronaVac, Astrazeneca ou Pfizer", ressalta a médica. 

Para a pesquisadora, a falta de agilidade e disponibilidade de vacinas fez o Sistema Único de Saúde (SUS) perder a sua capacidade ampla de imunização que é de "vacinar por dia dois milhões de pessoas". Para Margareth, pessoas vacinadas com a CoronaVac acima de 70 anos, profissionais de saúde e usuários de imunosupressores precisam ser os grupos prioritários para a dose de reforço. "Tínhamos parado de internar pacientes idosos, a epidemia tinha rejuvenescido. A nova variante vai gerar altas em demandas na saúde", enfatiza. 

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