Paraíba

Menino recebe alta após sete anos internado em hospital de João Pessoa

João Lucas, de 7 anos, ficou cerca de cinco anos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Publicado em 28/08/2021 17:02 Atualizado em 28/08/2021 17:26
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Por Redação Portal T5
Menino foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME)

Menino foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME) (Foto: Divulgação/HULW UFPB)

Um menino que estava internado há mais de sete anos no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) recebeu alta médica nessa sexta-feira (27), em João Pessoa. Diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME), João Lucas Rodrigues Ribeiro, de 7 anos, depende de ventilação mecânica e monitoramento 24 horas por dia. 

O menino deu entrada no hospital em maio de 2014, aos quatro meses de vida, e foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou por cerca de cinco anos.

“Foram quase cinco anos na UTI, sem sair para lugar algum, a não ser umas poucas vezes para o corredor do hospital. No entanto, mesmo em um ambiente fechado, com muitas restrições (pois ressaltavam os riscos de intercorrências), fomos sempre bem assistidos durante todo o tempo em que permanecemos lá”, relatou Sonali, de 25 anos, mãe de João Lucas.

A assistência domiciliar será prestada à criança através do serviço de home care. Ele ficará sendo acompanhado por uma equipe médica com enfermeiros, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo).

“A volta para casa traz um significado de pertencimento. O paciente fica no seio familiar, podendo fazer parte da rotina de casa, participando dos momentos de família e todo esse processo, junto com os cuidados clínicos que ele continuará recebendo em domicílio, vai estar atrelado ao bem-estar psicológico e melhor qualidade de vida do paciente”, destacou a psicóloga infantil Camila Batista.

Na despedida de João Lucas do HULW, profissionais de saúde da Unidade preparam um passeio terapêutico na cobertura do prédio da casa de saúde.

“Mesmo diante do diagnóstico de AME, procuro ver a situação com um outro olhar, jamais focar na doença. Não vivo o prognóstico, tento ser feliz ao lado do meu filho, aproveitar cada minuto, viver um dia de cada vez. A equipe do HULW foi essencial na construção desse processo de aceitação. Sempre me deram muito apoio”, declarou Sonali.

Foto: Divulgação/HULW UFPB


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