Política

Lula diz que foi 'vítima da maior mentira jurídica em 500 anos de História'

O ex-presidente se pronunciou pela primeira vez após a anulação das condenações da Operação Lava Jato

Publicado em 10/03/2021 13:31 Atualizado em 10/03/2021 15:12
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Por Redação Portal T5
Lula diz que foi 'vítima da maior mentira jurídica em 500 anos de História'

(Imagem: Reprodução/PT)

No seu primeiro discurso após ter as condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira (8), o ex-presidente Lula declarou que foi "vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história". O político havia sido preso em 2018 e está livre desde novembro de 2019.

No pronunciamento, que aconteceu nesta quarta (10) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Paulo, Lula disse ainda: "Sei que minha mulher, Marisa (Silva), morreu por conta da pressão, e o AVC se apressou. Fui proibido até de visitar meu irmão dentro de um caixão, porque tomaram uma decisão que queriam que fosse para São Paulo, fosse a um quartel do segundo Exército do Ibirapuera, e meu irmão, dentro do caixão, fosse me visitar. E ainda disseram que não podia nenhuma fotografia. Se tem um brasileiro que tem razão de ter muitas e profundas mágoas sou eu, mas não tenho”.

O ex-presidente chegou ainda a criticar o Governo de Bolsonaro durante a pandemia em razão da defesa da cloroquina para o tratamento da Covid-19. "Presidente não é eleito para falar bobagens", defendeu.

“O sofrimento que o povo brasileiro está passando, que as pessoas estão passando, é infinitamente maior que qualquer crime que cometeram contra mim. Maior que cada dor que sentia quando estava preso na Polícia Federal. Não tem dor maior para homem ou mulher do que levantar de manhã e não ter certeza de café e pão com manteiga, do que chegar no almoço e não ter feijão com farinha ao filho. A dor que eu sinto não é nada diante da dor que sofrem milhoes e milhoes de pessoas”, completou Lula.

A decisão do STF

O ministro do STF Edson Fachin entendeu que a Justiça Federal do Paraná, que é a responsável pelas sentenças, não poderia julgar as ações envolvendo o ex-presidente relacionadas ao sítio de Atibaia, ao triplex do Guarujá e às doações ao Instituto Lula.

O ministro ainda justificou que, desde o início da Operação Lava Jato, outros processos também deixaram a Vara do Paraná pelo mesmo motivo. Com isso, o STF disse que cabe à Justiça Federal do Distrito Federal decidir se os processo envolvendo o ex-presidente Lula deverão ser validados ou reaproveitados.


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