Polícia

Lava Jato: delação revela propina de R$ 4 milhões com empresas e partido político na PB

Desdobramento da operação do órgão no Paraná acontece nesta terça-feira (25) em três cidades paraibanas

Publicado em 25/08/2020 Atualizado em 26/11/2020

Viaturas da Polícia Federal na sede do órgão, em João Pessoa
Viaturas da Polícia Federal na sede do órgão, em João Pessoa Foto: Ewerton Correia/RTC

Mandados da Operação Ombro a Ombro, desdobramento da Lava Jato, foram cumpridos na manhã desta terça-feira (25), em João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo. De acordo com a assessoria da Polícia Federal, 15 ordens judiciais mobilizaram 60 policiais federais.

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Além das cidades paraibanas, ordens judiciais também são cumpridas em Brasília, no Distrito Federal. As investigações do Ministério Público Federa contam com apoio dos outros estados.

De acordo com a PF,  uma organização criminosa formada por executivos de grandes empreiteiras, que, por meio da formação de cartel e pagamento sistemático de propina a diretores da Petrobrás, fraudava o caráter competitivo de licitações realizadas pela estatal.

Os crimes investigados são supostos delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As investigações afirmam que um dos investigados tenha recebido pelo menos R$ 4 milhões, a fim de “blindar” os executivos das grandes empreiteiras, envolvidas no esquema de corrupção que vitimou a Petrobrás. 

Em delação premiada, executivos de uma grande empreiteira confirmaram o pagamento de vantagens indevidas destinadas ao investigado e que teriam sido pagas pela empreiteira por meio de doação a um partido político e repasses a empresas sediadas na Paraíba

Os pagamentos feitos pela empreiteira a tais empresas foram justificados em contratos fictícios ou superfaturados, e os valores respectivos seriam sacados pelos representantes das empresas e entregues em espécie a intermediários do investigado.

Os alvos dos mandados ainda não foram divulgados. 

Ombro a ombro 

O nome da operação é uma alusão à origem histórica das CPIs. Segundo historiadores, tal origem pode ser associada a reuniões praticadas por monges budistas há milhares de anos, quando se sentavam em círculo (ombro a ombro) no sopé das montanhas, para meditar e apurar causas do mal-estar geral.

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