Paraíba

Jovem baleado por PM recebe alta e fica com bala alojada no corpo

"Só de estar vivo, de poder ir para casa, para mim é a maior alegria do mundo”, declarou o jovem

Publicado em 15/07/2021 13:30 Atualizado em 15/07/2021 13:45
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Por Redação Portal T5
Jovem baleado por PM recebe alta e fica com bala alojada no corpo

(Imagem: Reprodução/YouTube/TV Tambaú)

O jovem de 26 anos que foi baleado por um sargento da Polícia Militar (PM) na noite da última sexta-feira (9), em João Pessoa, recebeu alta hospitalar nesta quinta (15). Ele estava internado no Hospital de Emergência e Trauma da Capital paraibana.

Em recuperação, François Medeiros ficou com a bala alojada no corpo e teve que ter o baço retirado. “Só de estar vivo, de poder ir para casa, para mim é a maior alegria do mundo”, declarou ele.

A mãe do jovem conversou com a equipe de reportagem do programa O Povo na TV, disse estar feliz com a recuperação do filho e pediu justiça. "É uma vitória. Mas, a vitória maior vai ser quando eu ver esse homem [o sargento] preso, perder a farda e o porte de arma. Enquanto eu não ver a justiça feita, eu não vou me cansar. Porque o que eu quero é Justiça”.

De volta para casa, mãe e filho dizem estar preocupados com uma possível reação para tentar intimidá-los. “Minha mãe já estava conversando comigo para pedir uma medida protetiva. Porque mexer com esse tipo de gente é um risco”, afirmou o jovem baleado.

O caso

Um jovem foi baleado na noite de sexta-feira (9), durante uma discussão com um sargento da PM. De acordo com a coropação, o servidor, que é morador da região, estava incomodado com a aglomeração na praça do bairro. Policiais do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM) foram acionados para resolver a discussão, mas foram surpreendidos por tiros disparados pelo colega de farda. 

Nas redes sociais, um vídeo referente ao momento do ataque a tiros foi compartilhado. A PM confirmou a veracidade das imagens. Veja o vídeo

Conforme a Corregedoria, uma sindicândia também deve apurar a atuação de outros policiais que estavam em serviço no local, mas não deram voz de prisão ao colega de farda. "Será apurado se houve transgressão ou crime, possivelmente cometidos pelos policiais que estavam em atividade", disse o coronel Gerônimo.

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