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Goleiro do Treze desabafa e pede revolução: “cinco meses sem receber”

Clube foi desclassificado das eliminatórias da Copa do Nordeste.

Publicado em 13/10/2021 09:46 Atualizado em 13/10/2021 11:06
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Por Redação Portal T5
Jefferson, goleiro do Treze, realizou um desabafo

Jefferson, goleiro do Treze, realizou um desabafo (Imagem: Reprodução / Nordeste FC)

A desclassificação do Treze nas Eliminatórias da Copa do Nordeste ganharam um capítulo ainda mais dramático após o jogo. O goleiro Jeferson – um dos destaques do Galo, foi à público demonstrar indignação com a situação do clube e atletas. Com pelo menos 11 meses de salários atrasados (somando as temporadas de 2020 e 2021), ele pediu mudanças.

O Treze foi desclassificado do Nordestão ao ser derrotado para o Floresta-CE por 3 a 1 na primeira fase das eliminatórias. O insucesso une-se às desclassificações no Campeonato Paraibano, Copa do Brasil e Série D do Brasileirão este ano. Em função dos resultados, o Galo está sem calendário nacional para 2022 – quando tem apenas a disputa do Campeonato Paraibano.

“É um ano muito difícil. Nós sabemos a realidade em que o Treze se encontra hoje. O que eu posso dizer é que a situação não pode continuar do jeito que está. Eu mesmo, minha situação aqui: são seis meses de salário atrasado só do ano passado. E esse ano é o quinto mês. Eu, se eu não tivesse minhas economias com 35 anos graças a Deus… mas, acaba. Você só tirando do bolso, e tirando, tirando, tirando. Você tem que ver a situação nossa. Não é aqui que eu esteja jogando a responsabilidade para fulano, ‘cicrano’… Mas, eu acho que tem que se reunir as pessoas e ver a situação do Treze”, iniciou.

E seguiu: “o Treze hoje tá virando chacota. Isso não pode. A camisa é muito forte, é muito grande. Mas, a situação não pode continuar”. “Todo dinheiro que entra fala que tá bloqueado. Poxa, então cadê esse dinheiro? A gente nunca vê dinheiro. Quando vai receber, recebe 50%. Dá um vale pra o jogador. Isso não é justo”, completou.

“Tem que ter uma revolução no Treze, o que está acontecendo?”. “Somos trabalhadores normais, como todos. Só estou brigando por justiça, então não é justo. Para as coisas darem certo aqui dentro de campo, nas quatro linhas, elas precisam ser justas fora dele”, finalizou.

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