Paraíba

Geógrafo explica possibilidade de tsunami na costa paraibana

Portal T5 conversou com especialista do Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

Publicado em 16/09/2021 15:41 Atualizado em 17/09/2021 12:28
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Por Carlos Rocha
Praia de Cabo Branco, em João Pessoa.

Praia de Cabo Branco, em João Pessoa. (Foto: RTC/Arquivo)

Uma reportagem publicada pelo portal de notícias UOL ocasionou um tsunami de preocupações nos internautas paraibanos. A matéria fala em um vulcão capaz de gerar tsunami no Brasil que entrou em alerta amarelo de erupção. Essa atividade vulcânica poderia gerar grandes ondas no litoral nordestino.

A informação causou reações das mais variadas, alguns levaram na esportiva, fazendo piadas ou memes, outros foram indiferentes, já alguns chegaram a relacionar a um suposto “evento apocalíptico”.

Para tirar as dúvidas relacionadas às notícias que tomaram conta da internet nesta quinta-feira (16), o Portal T5 conversou com o geógrafo do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Ericson Nóbrega Torres. 

O especialista afirmou que foi aluno do professor Paulo Rosas, precursor da teoria de que um vulcão em erupção nas Ilhas Canárias poderia causar repercussões na Paraíba, através de um rompimento de rocha, desabando sobre o oceano. Ericson disse que o teórico já faleceu.

Essas ondas gigantes têm remota probabilidade de chegarem à costa brasileira, porém, a possibilidade existe.

 

Segundo o UOL, autoridades espanholas elevaram o alerta de erupção do vulcão Cumbre Vieja, nesta quinta-feira (16), do nível verde para o nível amarelo. Localizado na ilha de La Palma, na costa do continente africano, o vulcão poderia provocar um tsunami que atingiria todas as Américas, com maior impacto sobre os litorais das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

De acordo com o MetSul Metereologia, o Plano Especial de Proteção Civil e Atenção às Emergências de Risco Vulcânico das Ilhas Canárias (Pevolca) elevou o nível de alerta de verde para amarelo, o que implica uma ação preventiva diante de um risco moderado de atividade vulcânica em Cumbre Vieja, em Las Palmas.

O nível amarelo é o segundo dos quatro existentes e quando acionado a população é orientada para que fique atenta a uma mudança na situação, além de se intensificar a vigilância e monitoramento da atividade vulcânica e sísmica.

Um dos cenários hipotéticos em caso de grande erupção e colapso do vulcão Cumbre Vieja é um tsunami que afetaria todas as áreas costeiras banhadas pelo Oceano Atlântico, o que inclui todo o litoral do Brasil, do Rio Grande do Sul ao Amapá. Por essa razão, pesquisadores prestam muita atenção no vulcão de Las Palmas.

A notícia tomou conta dos veículos de comunicação, mas especialistas reforçam que a possibilidade é remota e não há necessidade de pânico, nem de deslocamento ou evacuação da população rumo ao interior, por exemplo.

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