Política

Forças Armadas não estão imunes ao tráfico, diz Mourão após militar ser preso

O sargento da Aeronáutica foi detido com cocaína em Sevilha.

Publicado em 26/06/2019 12:52 Atualizado em 18/11/2020 18:31
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Por Redação Portal T5

GUSTAVO URIBE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente interino, Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira (26) que as Forças Armadas não estão imunes ao tráfico de drogas e que o militar preso em avião da comitiva presidencial com 39 kg de cocaína receberá uma "punição bem pesada".

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Em entrevista à Rádio Gaúcha, o general disse que não é a primeira vez um militar é detido carregando entorpecentes e que agora cabe às forças policiais investigar se ele tinha conexões com organizações criminosas.

"As Forças Armadas não estão imunes a esse flagelo da droga. Isso não é a primeira vez que acontece, seja na Marinha, seja no Exército, seja na Força Aérea. Agora, a legislação vai cumprir o seu papel e esse elemento vai ser julgado por tráfico internacional de drogas e vai ter uma punição bem pesada", disse.

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Ele ressaltou ainda que o militar fazia parte da tripulação que permaneceria na Espanha quando a aeronave do presidente Jair Bolsonaro fizesse uma escala em Sevilha antes de seguir para o Japão, onde Bolsonaro participa da cúpula do G-20. Por causa do incidente, a equipe presidencial preferiu mudar a escala para Portugal.

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"Agora, o mais importante é ver as conexões que ele [militar] poderia ter, porque uma atitude dessa natureza não brotou da cabeça dele. Com certeza existem conexões nisso aí", ressaltou.
Segundo Mourão, o problema de consumo de drogas entre jovens militares é uma "preocupação constante", o que leva as Forças Armadas a fazer um trabalho de conscientização. 

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"Eu acredito que esse militar aí é questão de dinheiro, né? Então você sabe que o vil metal corrompe. A pessoa tem de ser muito forte mentalmente, muito coisa dos seus valores e dos seus deveres para não ser corrompida", disse.

O sargento da Aeronáutica foi detido com cocaína em Sevilha. Procurada pela Folha, a Presidência da República não respondeu o motivo de ter havido falha na segurança presidencial.

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