Política

Ex-governador Ricardo Coutinho e a esposa viram réus suspeitos de fraudes no Lifesa da PB

A denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi aceita pelo juiz Adilson Fabrício, da 1ª Vara Criminal de João Pessoa.

Publicado em 03/07/2020 10:58 Atualizado em 26/11/2020 18:51
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Por Redação Portal T5
Ex-governador Ricardo Coutinho e a esposa viram réus suspeitos de fraudes no Lifesa da PB

O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e a esposa, que é ex-secretária de Finanças do Estado, Amanda Rodrigues, se tornaram réus suspeitos de fraudes no Laboratório Industrial Farmacêutico do estado (Lifesa). Além deles, Coriolano Coutinho, o ex-secretário de saúde, Waldson de Sousa, o ex-procurador-geral, Gilberto Carneiro, Maurício Rocha e Aluísio Freitas. A denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi aceita pelo juiz Adilson Fabrício, da 1ª Vara Criminal de João Pessoa. 

O processo compõe o âmbito da Operação Calvário que investiga irregularidades em contratos estabelecidos na gestão de Ricardo com organizações sociais que coordenam serviços de educação e saúde. 

A decisão do magistrado aponta que o "MP relata que os réus uniram esforços com o fim de praticar delitos de lesa-pátria e para isso arquitetaram engenhoso esquema para apropriação de verbas públicas, praticando fraudes, valendo-se de organizações sociais e da adoção massiva de métodos fraudulentos de contratação, tais como superfaturamento, dispensa indevida de licitação, processos licitatórios viciados, entre outras práticas desvirtuadas." 

"Segundo a acusação, o ex-governador- o Sr. Ricardo Vieira Coutinho comandava a ORCrim formado pelos denunciados, com braço forte e olhar atento, agindo diretamente, ou por meio de seus comandados mais próximos, como seu irmão, do cognome "Ministro", Coriolano Coutinho, e a namorada, Amanda Rodrigues", diz a decisão. 

Ainda conforme as investigações, Amanda Rodrigues, "foi alçada como a pessoa de comando dentro da empresa encapada, passando-se a OrCrum a atual o modo a perpetrar inúmeras irregularidades sob o manto da pessoa jurídica de participação pública, havendo várias irregularidades detectadas por órgãos de controle do TCE." 

O Portal T5 tentou contato com os citados na reportagem, mas não obteve resposta. 

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