Paraíba

Estudantes da UFPB desenvolvem projeto para evitar acidentes de animais nas pistas

Saguis, preguiças e cobras utilizam as pontes de corda para atravessar fragmentos de mata nas imediações da UFPB.

Publicado em 08/06/2018 15:00 Atualizado em 26/11/2020 09:43
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Por Redação Portal T5
Estudantes da UFPB desenvolvem projeto para evitar acidentes de animais nas pistas

Quem mora em regiões próximas às reservas florestais em João Pessoa já percebeu muitas vezes pequenos animais pulando de um lado para o outro, entre árvores, muros ou postes e em busca de alimento ou abrigo.

No entanto, por conta do fluxo de veículos das vias e fios de energia elétrica, esses bichos acabam ficando expostos a alguns perigos. Outros animais que frenquentemente chamam a atenção próximo a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) são as preguiças. Elas param, literalmente, o trânsito quando são vistas presas às grades da instituição ou tentando atravessar as ruas.

Para tentar amenizar estes problemas, 11 alunos do concurso de Biologia e Engenharia Ambiental da UFPB criaram as Pontes Ecológicas, projeto que ajuda no traslado dos bichos entre as áreas de mata dentro e fora da universidade.

O estudo e execução das pontes foram feitos na Comissão de Gestão Ambiental (CGA) da instituição e começou desde 2011. "Foram implantadas sete pontes dentro do Campus I, em João Pessoa, e quatro no anel externo em áreas que ligam à mata", explicou o professor de Engenharia Ambiental, Joácio Morais Junior.

Em observações feitas pelos estudantes já foram percebidos outros animais além dos saguis. "Já foram vistas cobras, preguiça. Já temos resultado positivo, no entanto, não temos como quantificar os animais que usam as pontes porque não possuímos um serviço de monitoramento 24h", disse o professor. 

Além de deslocar os animais de áreas de riscos, o projeto foi criado com objetivo de tirar os bichos do isolamento. "Alguns animais ficam presos nos fragmentos de mata. Então a ideia é ligar estes locais já que alguns animais habitam na copa das árvores, por exemplo, e não atravessam as vias", disse Marília Paz, aluna de Biologia. 

Um projeto também será encaminhado para a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) para instalação de placas em áreas de riscos. "A conscientização das pessoas é o mais importante. Estamos desenvolvendo o projeto e atividades educativas para o público externo, visitantes e alunos da instituição", disse a estudante.

O projeto também chegou às redes sociais e possui perfil no Facebook e Instagram.

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