Paraíba

Especialistas trabalham para identificar relação entre morte por fungo e Covid-19, explica governador

"Estamos trabalhando, tratando essa informação", disse.

Publicado em 07/06/2021 11:10 Atualizado em 07/06/2021 13:05
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Por Redação Portal T5
Fungo negro

Fungo negro (Imagem: Reprodução)

Após a Secretaria de Saúde da Paraíba (SES-PB) confirmar possivel morte por fungo negro em uma pessoa do município de Areia de Baraúnas que teve Covid-19, o governador João Azevêdo (Cidadania) afirmou que especialistas trabalham para identificar a possível relação entre o óbito e a infecção pela Covid-19.

“Essa questão do fungo já aconteceu casos aqui em João Pessoa. Já identificamos e estamos trabalhando, tratando essa informação. Queremos saber se há uma verdadeira relação porque é importante que se entenda isso. Pra isso, todos os pesquisadores estão fazendo levantamentos para saber se há uma relação direta com a Covid”, disse.

A paciente foi transferida para o Hospital Universitário Lauro Wanderley, na capital e morreu no dia 13 de maio.

Segundo João, “o governo do estado vem internamente discutindo já a algum tempo que nós vamos ter que criar serviços possivelmente já no próximo ano, pra atender as sequelas deixadas por essa doença, infelizmente”. “As sequelas deixadas pela doença são muito grandes e precisaremos no próximo ano criar serviços especializados para atender a essas pessoas”, finalizou.

NOTA

A Secretaria de Estado da Saúde, por meio do CIEVS PB, recebeu a notificação de dois casos suspeitos de mucormicose. O primeiro caso um é de uma mulher adulta, residente no município de Areia Baraúna. A paciente estava aos cuidados do Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa e foi a óbito no dia 13 de maio de 2021. O outro caso é de um homem de 38 anos, residente em João Pessoa, e já está curado. Ambos tiveram Covid-19 anteriormente.  A mucormicose é uma doença causada por fungos da ordem Mocurales. Assim como outros fungos potencialmente inalatórios, afeta comumente pacientes com o sistema imunológico debilitado, podendo acometer nariz e outras mucosas. Os sintomas variam de acordo com a localização da infecção. Nos pulmões, pode haver tosse expectoração e falta de ar. Na face e nos olhos, pode ocorrer vermelhidão intensa e inchaço. A suspeita dos casos já foi informada ao Ministério da Saúde e os mesmos estão sob investigação epidemiológica da SES.

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