Política

Casa Branca divulga telefonema que motivou inquérito de impeachment

O processo de impeachment contra o presidente Donald Trump foi aberto nessa terça-feira (24), acusado de tentar obter apoio estrangeiro por meios ilícitos

Publicado em 26/09/2019 05:33 Atualizado em 18/11/2020 11:31
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Por Redação Portal T5
Casa Branca divulga telefonema que motivou inquérito de impeachment

A Casa Branca divulgou, nessa quarta-feira (25), a transcrição do telefonema que motivou a abertura do inquérito de impeachment contra o presidente norte-americano Donald Trump. O processo foi aberto pela presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, na terça-feira (24), que ressaltou que "ninguém está acima da lei".

Trump está sendo acusado de ter burlado a lei na tentativa de obter apoio estrangeiro para a próxima eleição, em 2020. O presidente norte-americano teria entrado em contato com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensy, em julho deste ano. Trump teria pedido a colaboração de seu advogado pessoal, Rudolph Giuliani, em uma investigação contra Hunter Biden, integrante do conselho diretor de uma empresa de gás ucraniana e filho do ex-vice-presidente Joe Biden.

Hunter estava no rol de investigados em um processo, que foi suspenso, de corrupção no país. Trump suspeita que Joe Biden, principal pré-candidato democrata às eleições de 2020 nos Estados Unidos, tenha atuado para obstruir o processo. 

A ligação foi divulgada pelo próprio Trump, após o áudio ter sido passado ao congresso por um informante do serviço de inteligência, e ele afirma que não houve qualquer ato ilícito. Em um momento da conversa, Trump diz: "Há muitos comentários sobre o filho do Biden, que Biden parou os trabalhos da acusação. Então, qualquer coisa que você puder fazer com nosso procurador-geral seria ótimo". 

O processo, para prosseguir, teria que ser aprovado por maioria simples na câmara, que é atualmente controlada pelos democratas, oposição ao presidente norte-americano.

Depois, haveria um julgamento sob supervisão da Suprema Corte no Senado, caso seguisse para votação, seria preciso uma vitória do "sim" por 2/3 da casa, que tem maioria republicana, partido de Donald Trump.

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SBT

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