Economia

Brasileiro tem perfil conservador e conhecimento escasso para escolher melhor investimento

Entre aqueles que conseguiram guardar dinheiro em outubro e que sabem o valor guardado, a média é de R$518,70.

Publicado em 01/01/2018 10:00 Atualizado em 26/11/2020 15:29
logo
Por Redação Portal T5
Brasileiro tem perfil conservador e conhecimento escasso para escolher melhor investimento

Levantamento feito SPC Brasil mostra que o brasileiro tem um perfil

conservador e inerte na busca de melhores opções das modalidades de

investimento. Considerando os entrevistados que costumam poupar, mais

da metade (52%) recorreu a tradicional caderneta de poupança. Em

seguida, um percentual elevado de 21% disse que costuma deixar o

dinheiro em casa, prática não recomendada, uma vez que além desse

dinheiro perder o poder de compra ao longo do tempo, está sujeito a

furtos. Outras opções mais rentáveis de investimentos, porém

menos citadas pelos poupadores, são os fundos de investimento (10%),

previdência privada (8%), CDBs (7%) e tesouro direto (4%). Entre

aqueles que conseguiram guardar dinheiro em outubro e que sabem o

valor guardado, a média é de R$518,70.

O indicador mostra que a poupança, além de ser o destino mais comum

das reservas, também é o investimento mais conhecido por aqueles

que não tem o hábito de poupar: 71% dessas pessoas disseram já ter

ouvido falar a respeito dessa modalidade. No caso da previdência

privada, 57% dos que não a possuem, já ao menos ouviram falar ao

seu respeito. Alternativa que ganhou espaço nos últimos anos -

período em que a taxa Selic se manteve elevada - o tesouro direto é

conhecido por apenas 31% desses entrevistados.

De acordo com os entrevistados, as principais razões para não

investir em determinadas modalidades de investimentos são o costume

por modalidades tradicionais (30%), falta de conhecimento (28%), não

saber como fazer (23%) e o medo de perder dinheiro (17%).

Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José

Vignoli, habituar-se a guardar dinheiro é apenas o primeiro passo. O

segundo, é aloca-lo de modo a garantir um bom rendimento. “Se a

escolha do investimento não for bem pensada, no longo prazo, o

consumidor pode deixar de ganhar dinheiro nas aplicações. Se a

reserva visa a um objetivo de curto prazo, a poupança é melhor do

que manter o dinheiro em casa. Por mais que o rendimento da poupança

não seja tão alto, é maior do que não fazer nada. Agora, se os

objetivos são para médio ou longo prazo, é fundamental pensar em

aplicações mais rentáveis, ainda que com menos liquidez”,

explica Vignoli.

icon whatsapp
Receba as últimas notícias de João Pessoa em qualquer lugar. Começar icone Play