Política

Bolsonaro: "Brasil é um dos países que melhor se comportou na pandemia"

Presidente voltou a criticar medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos

Publicado em 20/07/2021 08:03 Atualizado em 20/07/2021 08:21
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Por SBT News
Em entrevista, Bolsonaro disse ainda que só se elegeu presidente "graças à internet"

Em entrevista, Bolsonaro disse ainda que só se elegeu presidente "graças à internet" (Foto: Carolina Antunes/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nessa segunda-feira (19) que o Brasil é um dos países que "melhor se comportou" ao longo da pandemia e que isso deve se repetir no período logo em sequência à superação da crise sanitária. A declaração foi feita após o presidente dizer que surgem narrativas para desgastar o governo quando tenta corrigir problemas de gestões anteriores, entre os quais corrupção.

"Estou com a consciência tranquila, estou fazendo o possível. O Brasil em relação a outros países é um dos que melhor... entre cinco países, é o quinto que melhor se comportou no período da pandemia e esse quase, se deus quiser, pós-pandemia também. Então o Brasil está de parabéns", pontuou o presidente em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

No início deste ano, um estudo do Instituto Lowy -- da Austrália -- classificou a nação sul-americana como aquela com o pior desempenho no combate à pandemia. De todo modo, ainda na entrevista desta 2ª feira, Bolsonaro voltou a criticar as medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter o avanço da covid-19; depois de dizer que chefes de Executivos estaduais e municipais deveriam seguir seu exemplo e caminhar pelas ruas para "sentir o povo", afirmou: "Tem muitos governadores que fecharam tudo, destruíram empregos, principalmente na informalidade".

Também nas palavras de Bolsonaro, "se não é o auxílio emergencial por parte do Governo [Federal], esssas pessoas estariam condenadas aí até a morrer de fome". Sobre o benefício, ele relembrou que o pagamento das parcelas foi prorrogado por mais três meses e que há expectivas para implementação de um novo programa Bolsa Família a partir de novembro, com quantias de no mínimo R$ 300,00.

Combate à pandemia

Ainda em relação à pandemia, o presidente voltou a defender o uso da hidroxicloroquina para tratar a covid. Apesar de admitir não existir comprovação científica sobre o benefício da substância em pessoas infectadas pelo novo coronavírus, sugeriu que milhões de cidadãos se curaram com ela ou com o ivermectina e que o medicamento só foi alvo de críticas porque "o lobby da indústria famarcêutica falou muito alto no Brasil".

Bolsonaro reforçou ter pedido estudos ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a proxalutamida, porque "não devemos focar apenas na vacina". Já sobre a vacinação, o chefe do Executivo federal pontuou: "tirando os países que fabricam vacinas, o Brasil é o país que mais vacinou no mundo"; o dado não leva em consideração a proporção frente à quantidade de brasileiros. 

Quando questionado ainda sobre o envio de verbas para estados e muncípios enfrentarem o avanço do coronavírus, disse ter coloborado com "tudo no tocante a recursos". "Nós gastamos em 2020; gastamos não: nós nos endividamos com R$ 700 bilhões, enviados para tratar pessoas contra a covid-19", completou.

Fundo eleitoral

O presidente disse que vetará o aumento ao fundo eleitoral proposto na Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. Ele classificou como "valor astronômico" a quantia de R$ 6 bilhões para a realização de campanhas eleitorais. "Imagina na mão do ministro Tarcisio [da infraestrutura] o que poderia ser feito com esse dinheiro", declarou.

Acesso à internet

Ainda na entrevista, Bolsonaro falou sobre o acesso à internet. Segundo ele, sem internet "você não tem como acompanhar o progresso de um país". Pouco depois da afirmação, como crítica à imprensa, acrescentou: "A internet é algo que nos liberta. Eu só me elegi presidente da República graças à internet".

Para justificar então o fato de ter vetado o Projeto de Lei (PL) 3477/2020 -- que garante o acesso à rede mundial de computadores a alunos e professor da educação básica --, Bolsonaro disse que incorreria em crime de responsabilidade se não o fizesse, pois a fonte dos recursos a serem utilizados para o serviço não estaria especificada. No início do último mês, o Congresso derrubou o veto.

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