Paraíba

Antônia Fontenelle é indiciada por preconceito contra paraibanos

Na investigação, foram realizadas perícias pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba.

Publicado em 22/09/2021 09:02
logo
Por Redação Portal T5
Antônia Fontenelle

Antônia Fontenelle (Imagem: Reprodução / Instagram)

A atriz e youtuber Antônia Fontenelle, que viralizou na internet por declarações preconceituosas direcionadas aos paraibanos, foi indiciada pela Polícia Civil da Paraíba no art. 20 da Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), que prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa para o crime de preconceito ou descriminação. No entanto, como a conduta da influencer foi praticada nas redes sociais, a reclusão prevista é de 2 a 5 anos.

A medida foi tomada pela Delegacia Especializada de Combate aos Crimes Homofóbicos, Raciais e de Intolerância Religiosa – DECHRADI. As investigações contaram com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que cumpriu carta precatória para interrogatório da indiciada na capital fluminense pela Delegacia de Polícia Civil da Barra da Tijuca.

No interrogatório, em resumo, a autora do fato alegou que usou as expressões para se referir ao DJ YVIS”, não desejando atingir a população da Paraíba ou qualquer nordestino, nem tampouco ofender grupos ou demonstrar superioridade. Afirmou, ainda, que suas palavras foram proferidas no auge de sua indignação.

O caso - Em suas redes sociais, a youtuber, na oportunidade, disse que “Esses paraíbas fazem um pouquinho de sucesso e acham que pode tudo. Amanhã vou contactar as autoridades do Ceará pra entender por que esse cretino não foi preso”, afirmou.

“Paraíba eu me refiro a quem faz paraibada. Pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for, se fizer paraibada. É uma força de expressão, eu falei se paraíba faz paraibada”, tentou justificar.

Na investigação, foram realizadas perícias, em todo o material coletado, pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba, com laudo juntado aos autos do inquérito policial, comprovando, assim, a materialidade da conduta.

Com a conclusão das investigação, o procedimento será encaminhado para o Judiciário, para que o Ministério Público, titular da ação penal pública incondicionada, adote as providências cabíveis.

A indiciada chegou a ajuizar Habeas Corpus com o objetivo de impedir a realização das investigações. Todavia, foi negada pelo Judiciário estadual a liminar pedida por seu advogado, o que permitiu a realização das diligências até a conclusão do procedimento.

O Portal T5 tentou entrar em contado com a defesa de Antônia Fontinelle, mas não foi atendido até a publicação da matéria.

Veja mais: 

icon whatsapp
Receba as últimas notícias de João Pessoa em qualquer lugar. Começar icone Play