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A Menina Que Matou os Pais – O lado humano de um monstro em true crime primoroso

Publicado em 23/09/2021 00:20 Atualizado em 23/09/2021 00:22
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Por Pipocas Club
A Menina Que Matou os Pais – O lado humano de um monstro em true crime primoroso

Conhecendo a história que inspirou A Menina que Matou os Pais

Em 31 de Outubro de 2002, Dia das Bruxas, ocorreu um homicídio que viriam a se tornar um dos mais famosos da história criminalística do país. Nessa noite, a polícia havia sido chamada para investigar um possível arrombamento em um bairro nobre de São Paulo, porém, se deparou com três jovens na porta da mansão e um casal brutalmente assassinado na cama do quarto principal.

Não demorou muito para a notícia se espalhar pela mídia (afinal, foi um casal branco, de classe média alta, assassinado dessa forma e isso vende feito água) e, três dias depois do crime, ter a confissão de que a própria filha do casal que havia arquitetado o plano maléfico.

Dessa trama digna de filme hollywoodiano nasce o popular e controverso Caso Richthofen e, com ele – após 19 anos do crime – dois longas-metragens que dessecam minuciosamente os pontos de vista dos envolvidos na fatídica noite. A “dama e o vagabundo”, mais conhecidos como Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos.

Dividido em duas partes que se auto-complementam (à ponto de imaginar que certamente não foi plantado incialmente para ser dois filmes), o enredo não-linear – baseado totalmente nos autos processuais do caso e depoimentos, que serviram de base para o roteiro de Ilana Casoy e Raphael Montes – explora o passado do casal – como se conheceram e começaram o intenso romance – a fatídica noite do crime e o julgamento, ocorrido em 2006.

É história demais, eu sei, mas as quase três horas ao todo conseguem cobrir plenamente todos os fatos necessários para que possamos compreender os caminhos tortuosos que levaram até a noite do Dia das Bruxas Macabro.

Com isso, tanto A Menina Que Matou os Pais – que apesar do “A” no título mostra o ponto de vista do Cravinhos – e O Menino Que Matou Meus Pais – focado na versão de Suzane von Richthofen – são majestosamente bem estruturados como uma obra documental, mas pecam por vezes em questões de narrativa cinematográfica. Porém, mesmo com pequenos deslizes, consegue ser um true crime consciente em não romantizar os culpados e que, por conta disso, mostra o quão complexo foi esse caso e como um filme sobre isso demorou tempo demais para sair. Mas vamos prosseguir com a análise dos filmes que estão chegando ao mundo através do Amazon Prime Video.

Clique aqui para ler a crítica completa.

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