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Bebianno: ‘Carlos Bolsonaro é um destruidor de reputações’

“A minha indignação é ter servido como um soldado leal, disposto a matar e morrer, e no fim da linha ser crucificado", disse o entrevistado à Jovem Pan.

Por Redação Portal T5

05h41 - Atualizado 20/02/2019 às 10h35
Foto: João Cagnin/Jovem Pan

Em entrevista exclusiva ao programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, dessa terça-feira (19), o ex-ministro da Secretaria de Governo Gustavo Bebianno responsabilizou Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, pela crise que culminou em sua queda no Governo. “Fui demitido pelo Carlos Bolsonaro”, disse. Em outro momento, afirmou que o algoz “tem um nível de agressividade acima do normal, um destruidor de reputações”.

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Disse que o presidente passou um por período difícil em recuperação no hospital – mais de duas semanas após a retirada da bolsa de colostomia – e, nesse intervalo, “teve a cabeça inflamada pelo pai”.

“A minha indignação é ter servido como um soldado leal, disposto a matar e morrer, e no fim da linha ser crucificado, [tendo] levado um tiro nas costas, sendo tachado de tudo o que há porque o senhor Carlos Bolsonaro fez macumba psicológica na cabeça do pai. Eu não posso admitir isso, não é correto.”

“Se o Carlos fosse meu filho, eu estaria preocupado, porque ele coleciona inimigos”, afirmou. “Ele vive de teorias da conspiração, vive dentro de uma caixa.”

Bebianno relatou ainda um episódio ocorrido durante a campanha no qual o filho de um colaborador teria tentado o suicídio usando uma faca para mutilar o pescoço, após ter acompanhado seu pai ser chamado de “vagabundo” por Carlos. O ex-ministro também disse ter sido agredido verbalmente diversas vezes no curso da campanha presidencial por Carlos, que detém mandato de vereador no Rio de Janeiro.

“Se você ouvir membros do Câmara do Rio, muitas pessoas foram atacadas de forma veemente sem nenhum motivo pelo Carlos. Esse troço virou bola de neve e as pessoas têm medo de se confrontar.”

Ainda sobre Carlos, afirmou que o filho do presidente também entrou em rota de colisão com André Marinho, filho de Paulo Marinho – colaborador na campanha e suplente do senador Flávio Bolsonaro.Sobre os atritos na relação do governo com a imprensa, Bebbiano disse que, desde a campanha, trabalhou para melhorar a imagem do então candidato com a mídia tradicional.

Ameaças - Ao longo da entrevista à Jovem Pan, Bebianno confirmou ter recebido ameaças por meio do WhatssApp e das redes sociais desde que a rusga com Carlos foi exposta no Twitter – o vereador acusou o ex-ministro de ser mentiroso. “Tem muito valentão de internet, valentões de celular. São covardes que atacam em grupo ou pelas costas”, disse Bebianno.

O ex-ministro fez questão de rechaçar o rótulo de “homem bomba”. Disse: “Tenho caráter, não vou atacar nosso presidente, que é um homem correto. Esse governo vai dar certo”, afirmou. Na sequência, elogiou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e classificou a “ala militar como o que há de melhor”.

Ele também reafirmou que não aceitaria cargos em troca de sua cadeira de ministro – uma diretoria em Itaipu Binacional, com salário de mais de 1 milhão de reais. “Não aceito sair pela porta dos fundos, como cachorro escorraçado.”

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