domingo, 09 de agosto de 2020
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Ricardo Coutinho recebe voz de prisão ao desembarcar em aeroporto de Natal

O ex-governador voltou ao Brasil em um voo comercial que saiu do Aeroporto da Portela​, em Lisboa às, 18h03 (horário local)

Por Carlos Rocha

23h59 - Atualizado 20/12/2019 às 00h20
Foto: Acson Freitas/ TV Ponta Negra - SBT/RN

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), que foi um dos alvos da sétima fase da Operação Calvário, recebeu voz de prisão por agentes da Polícia Federal, na noite desta quinta-feira (19), no Rio Grande do Norte ao desembarcar, por volta das 22h30, no aeroporto de Natal. Coutinho voltou ao Brasil em um voo comercial (TAP5 A332), que saiu do Aeroporto da Portela, em Lisboa às 18h03 (horário local).

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O ex-governador da Paraíba foi uma das nove pessoas que tiveram a prisão preventiva expedida pela Justiça na última terça-feira (16). Após receber voz de prisão, ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal, em João Pessoa.

Além de Ricardo, tiveram a prisão decretada o advogado Francisco Ferreira, o ex-secretário de Saúde do Estado da Paraíba, Waldson de Souza, o ex-secretário executivo de educação José Arthur Viana, o ex-procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, Coriolano Coutinho, irmão de Ricardo Coutinho, e os empresários Vladimir dos Santos e Bruno Miguel, eles foram encaminhados à Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, em Mangabeira.

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Já a deputada estadual Estela Bezerra (PSB) e a prefeitura do Conde, Márcia Lucena, que também tiveram prisão expedida, foram para o Centro de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão. Após ter a prisão revogada em votação na Assembleia Legislativa da Paraíba, na última terça (18), Estela Bezerra deixou a unidade prisional na noite desta quarta-feira (19).

A defesa do ex-governador Ricardo Coutinho entrou com um pedido de habeas corpus, em caráter liminar, pedindo a revogação da prisão preventiva O pedido foi feito pelo advogado Rafael de Alencar Carneiro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Veja o documento.

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De acordo com a defesa, o pedido de prisão do ex-governador é ilegal: " A decisão atacada padece de inúmeras ilegalidades quanto à análise da competência do e. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba para decretar a prisão do Paciente, de modo que é imperiosa a provocação antecipada deste eg. Superior Tribunal de Justiça para que seja suspenso, de imediato, o flagrante constrangimento ilegal imposto.", consta no documento.

Coriolano Coutinho e Gilberto Carneiro também pediram habeas corpus ao STJ, no entanto, a ministra Laurita Vaz, da sexta turma, indeferiu o pedido e manteve a prisão.

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