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Tasso Jereissati apresenta candidatura à presidência do Senado

O ex-presidente nacional do PSDB é um dos cotados a assumir a cadeira que será deixada por Eunício OliveiraTasso 2

Por Redação Portal T5

09h50
Tasso Jereissati será um dos candidatos à cadeira de presidente do Senado Federal
Tasso Jereissati será um dos candidatos à cadeira de presidente do Senado Federal Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-governador do Ceará e atual senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresentou nesta segunda-feira (14) a candidatura à presidência do Senado Federal para o biênio 2019-2021. As eleições acontecem no início de fevereiro, após a posse dos parlamentares eleitos.

Tasso também é ex-presidente nacional do PSDB e estava cotado desde dezembro para disputar a cadeira de presidente da Casa, no lugar do também cearense Eunício Oliveira (MDB-CE).

Ele publicou na Folha de S. Paulo um texto em que fala sobre suas intenções caso assuma a presidência do Congresso Nacional.

“As grandes reformas estruturantes, da Previdência, fiscal, e trabalhista, assim como tantas outras de não menor importância, são pautas que exigem atitude republicana de deputados e senadores.

Combater o patrimonialismo e o corporativismo, enfrentar a ferida absurda da desigualdade social, ao mesmo tempo criando um ambiente democrático favorável à livre iniciativa e aos negócios, com segurança jurídica, são exigências morais que não podem estar condicionados a jogos de interesses paroquiais. Sem as reformas, ninguém conseguirá governar, seja o presidente, sejam os governadores ou os prefeitos (…).

Mas devemos ter presente que o momento que vivemos não é um soluço no tempo. É fruto de camadas de ressentimentos populares contra o que se tornou a imagem da política e dos políticos. A população, pelo voto, não apenas elegeu seus novos representantes, mas definiu uma carta de navegação para a ética política, à qual estamos todos sujeitos, independente do espectro político que ocupemos. Sendo o Legislativo o poder originário, o único em que todos os seus membros se submetem à vontade coletiva, devemos ser também os primeiros a auscultar o ânimo que brota do voto democrático e soberano da cidadania.

Esse quadro torna ainda mais importante a eleição de um presidente do Senado capaz de se constituir de fato como o representante máximo do Parlamento frente à sociedade. Cabe a ele a interlocução com os meios de comunicação, autoridades, sindicatos, empresas e representantes diplomáticos. Estamos numa rara janela de oportunidade para desenhar um novo pacto constitucional entre os Poderes e, para tal, é necessário que o Parlamento, independente e altivo, compreenda o resultado das urnas.”

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