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TJPB interroga Berg Lima sobre suposto esquema de corrupção em Bayeux nesta segunda (6)

Na ocasião, também serão ouvidas 11 testemunhas, sendo oito de defesa e três de acusação.

Por Redação Portal T5

09h32 - Atualizado 06/08/2018 às 11h43
Foto: Vanessa Braz/RTC

Por volta das 9h desta segunda-feira (06), teve início a audiência de instrução e julgamento do prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima. Ele é acusado de cobrar propina a um fornecedor do município que tinha pagamentos a receber ainda da gestão anterior a Berg Lima. A investigação foi iniciada pela Delegacia de Defraudações e posteriormente pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB)

A apuração dos fatos acabou levando Berg Lima a prisão no dia 05 de julho do ano passado ao receber R$ 3.500 reais do empresário.

A audiência está sendo feita pelo relator da ação penal, juiz convocado Marcos William de Oliveira, no pelo do Tribunal de Justiça da Paraíba, onde estão sendo ouvidas 3 testemunhas de acusação e 6 de defesa. O primeiro a ser ouvido foi o empresário João Paulino de Assis, fornecedor da prefeitura, que é tido como a vítima do caso. Durante o depoimento, o empresário informou que a prefeitura tinha uma dívida de R$ 77 mil reais, ainda da gestão anterior. No início da gestão de Berg Lima, um pagamento de R$ 7 mil reais foi feito.

Depois passou a cobrar o restante do pagamento e foi quando em conversa com o prefeito ele teria dito que iria liberar R$ 15 mil, mas que o empresário deveria ajudar na festa de aniversário do prefeito, no valor de R$ 5 mil. Que foi entregue em mão e em espécie para Berg Lima na própria residência do prefeito.

Após esse fato, Berg teria dito que os próximos pagamentos teriam que ter uma contrapartida, foi aí que o empresário resolveu procurar a polícia e fazer a denúncia. Outros dois pagamentos chegaram a ser feitos, um no dia 30 de junho, referente ao pagamento de R$ 21 mil reais. E em 5 de julho, R$ 3.500 referente ao pagamento de R$ 16 mil. Esse último pagamento foi responsável pelo flagrante que levou Berg Lima a prisão e ao afastamento do cargo de prefeito. A expectativa do advogado de defesa é que após a audiência “se comprove que o caso não se tratou de uma armação para prejudicar o prefeito afastado, Berg Lima”. Já o empresário “espera que a justiça seja feita e que sirva de exemplo para políticos que cometem corrupção”.

Hoje o empresário ainda tem R$ 21 mil a receber da gestão de Berg Lima e cerca de R$ 59 mil das gestões de Luís Antônio e Noquinha, totalizando quase R$ 80 mil reais.

Na época, o então vice-prefeito, Luís Antônio, foi quem acompanhou o empresário até a delegacia, para formalizar a denúncia. Segundo o empresário, isso ocorreu porque Luís Antônio não aprovou a postura de Berg de cobrar propina e resolveu ajudar o empresário.

Caso

O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual contra Berg Lima, em novembro de 2017 e, com isso, foi aberta uma Ação Penal para apurar o suposto recebimento de propina, por parte do réu, das mãos de um empresário do município de Bayeux. O prefeito afastado foi preso em flagrante no dia 5 de abril de 2017, em uma ação conjunta do Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), e da Polícia Civil, após a divulgação de um vídeo.

De acordo com os autos, a empresa foi contratada pela prefeitura de Bayeux para realizar, até 08 de julho de 2017, o fornecimento de alimentação para os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A instituição solicitou, na denúncia, a perda do cargo de prefeito de Berg Lima, além do emprego, função ou mandato eletivo e fixação do valor mínimo de reparação por danos morais e materiais.

Com informações de Vanessa Braz/RTC

Matéria em atualização