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Política

Moro liberou delação de Palocci para efeito político, diz defesa

O juiz federal quebrou o sigilo da delação do ex-ministro a sete dias das eleições

Por Carlos Rocha

19h56
Foto: REUTERS

A defesa do ex-presidente Lula se manifestou sobre a decisão do juiz Sérgio Moro de quebrar o sigilo do depoimento prestado pelo ex-ministro Antonio Palocci em delação premiada.

Na delação, Palocci sugere um esquema de indicação de cargos na Petrobras durante o governo petista e afirma ter acertado recebimento de R$ 40 milhões em propina para a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff.

O conteúdo da delação vem à tona sete dias antes das eleições, marcadas para o próximo domingo (7). Em nota publicada pelo jornal “Diário de Pernambuco”, o advogado de Lula, Cristiano Cristiano Zanin Martins, diz que “a conduta adotada hoje pelo juiz Sérgio Moro na Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula”.

Zanin sugere ainda que o objetivo da divulgação foi para causar efeitos políticos aos aliados de Lula.

“Moro juntou ao processo, por iniciativa própria ('de ofício'), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais.

Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena - 2/3 com a possibilidade de 'perdão judicial' - e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias”, disse o advogado.

Ao quebrar o sigilo da delação de Palocci, Moro disse que “examinando o seu conteúdo, não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade.”