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Operação Xeque-Mate

Siga a audiência da Operação Xeque-Mate

Por Redação Portal T5

10h48 - Atualizado 04/07/2019 às 12h45

Processo: a denúncia de que Leto Viana teria bancado as campanha de vereadores e em seguida obrigado eles a assinar uma carta renúncia para que pudesse ser usada quando necessário.

São réus: Leto Viana,  Tercio Dornelas, Fabiana Regis, Antônio Moacir, Belmiro Mamede, Lúcio José, Josué Guedes, Gilvan Montenegro.

Testemunhas de acusação: Lucas Santino, Guilherme Oliveira (PF), Junior Datele.

Leto Viana está usando um colete à prova de balas.

10h37 - Nesse momento Lucas Santino está falando. Ele pediu que os réus deixassem o local.

10h47 -  Os advogados estão requerendo que os réus voltem para a sala de audiência.

10h51 - Lucas Santino: "Eu não me sinto à vontade em falar na frente dos réus".

10h52 - O juiz pediu que os parentes dos réus deixasse o local.

Juiz: Lucas, você foi denunciado pelo MP na xeque mate. O senhor teria direito ao silêncio, no entanto vc fez um acordo. Vc assume o compromisso de dizer a verdade?

Lucas concorda em tudo.

Ministério Público: o que podes nos contar sobre as cartas, finança de campanha, eleição da mesa?

Lucas: Na verdade, para se chegar à carta tudo era antes da eleição. A escolha dos pré-candidatos, isso foi uma prática implantada por Leto. Tenho conhecimento desde quando entrei na Câmara, inclusive na época não sei o mandato, mas apresentou um decreto que qualquer pessoa poderia apresentar a carta-renúncia. Com a escolha, esses candidatos ele investia na campanha, de forma financeira e com votos também. Leto transferia pessoas de João Pessoa pra votar em Cabedelo, uma forma que ele tivesse aquele mandato amarrado a ele. Para que aquela pessoa deixasse de atender ao mandato dele, ele queria ter essa pessoa. Para Leto ter o controle da câmara na maioria e também com isso ele conseguia ter presente da câmara algumas vezes, conseguia ter esse controle

11h - Ministério Público: Seu mantado se estendeu até 2016, se elegeu em 2012. Foi presidente por dois biênios.

11h01 - Lucas diz que já havia essa questão de carta-renúncias antes.  “Prática corriqueira na sua vida pública”, disse Lucas sobre Leto.

Ministério Público: qual o interesse que o vereador tinha em assinar uma carta?

Lucas: a carta ele tinha a garantia de que o vereador ia lhe acompanhar. Ele saberia que a pessoa não iria deixar de votar. Se a pessoa não tivesse a coragem de apresentar a carta, Leto poderia cobrar pelo acordo não cumprido.

Ministério Público:  o senhor tem conhecimento se Leto usou isso para aprovar projetos para vantagens ilícitas?

Lucas : Sim, votação de doação de projetos, até mesmo a divisão de cargos, era um controle geral.

Ministério Público: Leto fazia com recursos próprios?

Lucas:  Leto nunca deixou a gente saber de onde viria o dinheiro, mas eu sabia que tinha um grupo que financiava a campanha dele e do bloco.

Ministério Público: Esse empresário era ressarcido?

Lucas:  Terrenos, votação na câmara.

Ministério Público: o senhor chegou a entregar dinheiro em espécie?

Lucas:  Paguei a Moacir e a Tercinho, R$ 100 mil a cada a solicitação de Leto. Foi pago em espécie.  Eu, na verdade posso citar os grupos, Arthur Cunha Lima, Belmiro, Márcio Bezerra, vereador Josué, Jaqueline. Era o bloco que Leto coordenava

Lucas: Eu não me recordo os vereadores que assinaram no todo, mas sempre quem estavam nas negociações era quem dava a garantia. No meu caso era Tercinho. Leto tinha o controle do grupo dele.

11h31 - Intervalo na audiência.
11h58 - Audiência retomada

12h02 - Lucas Santino: Já participei de reuniões onde se preparavam as cartas de renúncia e já assinavam ali mesmo e estas em seguida ficavam na posse de Leto.
12h05 - Neste momento defesa de Fabiana Maria inicia questionamentos a Lucas Santino. "Levei R$ 100 mil reais em espécie para Tércio Dornellas e mais 100 mil para Moacir, que inclusive é meu vizinho de prédio. Isso era para as manobras para impedir a construção de um shopping em Intermares, segundo o delator.