segunda-feira, 09 de dezembro de 2019
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Operação Xeque-Mate

MPF emite parecer contrário à concessão de habeas corpus a Roberto Santiago

O Habeas Corpus deve ser apreciado pelo STJ

Por Carlos Rocha

13h46
Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu um parecer contrário à concessão de habeas corpus ao empresário Roberto Santiago, preso em um dos desdobramentos da Operação Xeque-Mate. A Operação investiga um esquema de compra de mandato e desvios no município de Cabedelo, na Grande João Pessoa.

A defesa solicitou a prisão domiciliar do empresário e a aplicação de medidas cautelares. A justificativa seria uma doença pulmonar que Roberto sofre e que necessita de tratamento semanal.

Apesar da alegação, o Ministério Público Federal emitiu o parecer aconselhando a negação da conversão em prisão domiciliar. O Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, é o relator que deve analisar o pedido de habeas corpus de Roberto Santiago.

De acordo com Pedro Pires, advogado do empresário, esse parecer já era esperado: "Trata-se de uma espécie de opinião do MPF, o julgamento do pedido de habeas corpus ainda vai acontecer".

Roberto Santiago e a Operação Xeque-Mate

De acordo com a Polícia Federal e o MPPB, Roberto Santiago é apontado como membro do “núcleo financeiro” da organização criminosa que operava desvios de verba pública no município de Cabedelo, na Grande João Pessoa.

O empresário é acusado, por exemplo, de comprar em 2013 o mandato do então prefeito de Cabedelo, Luceninha, que renunciou ao cargo. Quem naturalmente assumiu na ocasião foi Leto Viana, então vice-prefeito.

Leto continuou no comando da prefeitura até 2016, quando se candidatou à reeleição e foi escolhido pela população para ficar à frente da administração da cidade por mais quatro anos.

Porém, em abril de 2018 a primeira fase da Xeque-Mate foi deflagrada. A partir dela, ele acabou preso, sendo apontado como líder da tal organização criminosa que dominava o município. Vice-prefeito, presidente da Câmara Municipal e outros diversos vereadores que tinham mandato na época também acabaram presos.