segunda-feira, 06 de abril de 2020
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Vídeo: Pneus de viaturas da Polícia Militar são furados durante bloco de carnaval em JP

A falta de acordo entre a Secretaria da Receita e representantes dos policiais e bombeiros desencadeou uma paralisação de advertência nesta quarta-feira (19).

Por Redação Portal T5

11h30 - Atualizado 20/02/2020 às 11h54

Pelo menos 10 viaturas do 1º Batalhão da Polícia Militar (PM) tiveram os pneus furados na noite dessa quarta-feira (19), antes do bloco 'Muriçocas do Miramar', em João Pessoa. A suspeita é que os responsáveis tenham sido policiais que participavam de uma paralisação.

Um conflito entre membros das categorias de segurança pública da Paraíba aconteceu após agentes bloquearem os portões do Clube Cabo Branco a fim de impedir policiais militares de trabalhar na segurança do bloco.

De acordo com o relato de alguns agentes, viaturas tiveram pneus furados em Mandacaru, Tambauzinho e bairro dos Ipês. Segundo eles uma moto da ROTAM também teve o pneu esvaziado. Mais tarde, outros ataques foram registrados em outros bairros da cidade. Em alguns casos a válvula era retirada, já em outros o pneu foi rasgado com material cortante.

Entenda o caso

A falta de acordo entre a Secretaria da Receita e representantes dos policiais e bombeiros desencadeou uma paralisação de advertência, que aconteceria nesta quarta-feira (19), mesmo dia em que sai o maior bloco de arrasto da Paraíba, o 'Muriçocas do Miramar'. Desde então, um empasse foi estabelecido, já que policiais militares precisariam realizar a segurança do evento.

Uma decisão, em caráter liminar, declarou a ilegalidade da paralisação dos agentes de segurança pública. A decisão foi do desembargador Leandro dos Santos, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Ele apreciou uma ação movida pelo Governo do Estado.

A paralisação foi anunciada nesta terça-feira (18) após uma das associações que representam a categoria informar que uma reunião que aconteceria entre Secretaria da Receita e Governo, a fim de apreciar a proposta, teria sido adiada e mais um prazo foi pedido. O movimento de advertência duraria 12 horas e foi aprovado em assembleia, segundo os representantes.

Apesar do bloqueio dos portões e da tentativa de impedimento, os policiais militares foram distribuídos para trabalhar na segurança do evento carnavalesco. De acordo com o tenente-coronel M. Lima, a situação já estaria sob controle.

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