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Exclusivo: ator revela detalhes após ser assaltado e espancado no Centro de João Pessoa

Ele foi abordado no Terminal de Integração do Varadouro e levado até uma pousada, onde aconteceram as agressões

Por Carlos Rocha

14h23 - Atualizado 12/07/2019 às 17h27
Foto: Reprodução/ TV Tambaú

O ator Reymond Farias detalhou a uma equipe da Rede Tambaú de Comunicação (RTC), na tarde desta sexta-feira (12), os momentos de desespero e tensão que passou na mão de bandidos, após ser abordado no Terminal de Integração do Varadouro, em João Pessoa. Ele conversou com o repórter Ewerton Correia e revelou o sentimento de medo, além da sensação de impunidade diante de tamanha violência.

"No terminal de integração entrou um rapaz e se sentou ao meu lado. Bem vestido, bem arrumado, e perguntou qual o ônibus que passava em Mangabeira, eu perguntei qual a Mangabeira e disse que ele fosse na cabine para se informar melhor. Ele colocou uma faca na minha cintura, anunciou assalto e em seguida sentou outro do meu lado e disse que queria tudo meu", relatou.

A vítima narrou que foi levado para uma pousada que fica na região e começou a ser torturado pelos criminosos. Ele teve o celular vendido e os criminosos chegaram a reclamara que o aparelho "valeu pouco dinheiro".

"Um deles falou que era para eu acompanhá-los por fora do terminal de integração. Caminhei com os dois, eles estavam muito trêmulos, nervosos, conversando a todo momento. Fomos para fora do terminal de integração e me colocaram dentro de uma pousada. Nesse momento eles começaram as agressões físicas e a tortura psicológica. Eles tiraram minha roupa, fiquei só de cueca, levaram documento, cartão de crédito, celular, tudo que eu tinha. A todo momento eles ficavam me ameaçando, me deram um banho de água gelada. Um deles desceu para vender o celular e retornou me xingando porque o celular 'valeu pouco dinheiro'!, relatou.

O ator disse que a dupla faria parte de uma quadrilha de assaltantes que age nas imediações do Terminal de Integração do Varadouro, na região Central de João Pessoa.

"Nesse intervalo foi agressão o tempo todo. Segundo o bandido, eles agem em uma quadrilha, um grupo de 8 integrantes, que ficam nas imediações da Integração. Não sou a primeira vítima, eles mesmos relataram. Um deles é um rapaz moreno, com uma tatuagem no braço esquerdo, e o outro é um rapaz branco, magro e baixo. Eu acredito que o pessoal da Pousada é conivente com isso", disse.

O artista afirmou que procurou um advogado para buscar providências e e realizou boletim de ocorrência.

"Entrei com ação, fiz um boletim de ocorrência, estou com advogado indo atrás disso tudo e estou pedindo pelo amor de Deus que a justiça corra atrás disso também porque não pode ficar impune. É uma quadrilha que está agindo e quem estiver me assistindo de poder público que me ajude", disse.

Após as agressões e tortura, a vítima foi liberada e ressaltou a falta de amparo por parte da Guarda Municipal e agentes que estavam em uma cabine policial do terminal de integração.

"Eu voltei na integração, após me liberarem, e não me deram nenhuma assistência. Pedi ajuda na Guarda Municipal e não fui ajudado, ele falou para que eu pegasse um ônibus e fosse na Central de Polícia. Fui à cabine policial e disseram a mesma coisa, que não tinha viatura não tinha nada", relatou

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