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Corregedoria da PM pede abertura de inquérito em caso de policial acusado de repassar informações a criminosos

​De acordo com a denúncia, o policial informava aos criminosos sobre a chegada de viaturas por mensagens de áudio em aplicativo de celular​.

Por Dennison Vasconcelos

09h19 - Atualizado 09/07/2019 às 11h33
Foto: Divulgação/PMPB

A Corregedoria Geral da Polícia Militar da Paraíba pediu a abertura de um inquérito policial para apurar o caso de um cabo da corporação acusado de passar informações para bandidos sobre ações policiais no bairro do Róger, em João Pessoa.

De acordo com a denúncia, o policial informava aos criminosos sobre a chegada de viaturas por mensagens de áudio em aplicativo de celular.

Segundo o tenente coronel Gerônimo, responsável pela corregedoria, o processo é de atribuição do 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba e ao decorrer das investigações pode haver a necessidade da abertura de um inquérito. "Levantei o material que foi enviado sobre a denúncia, incluindo os áudios, e determinei o início de uma sindicância sobre o episódio", disse o coronel ao Portal T5.

O comandante da área onde o cabo é lotado, capitão Sousa, informou que o policial se apresentou ao Batalhão, com um advogado, e negou as acusações. O investigado foi afastado das atividades por 40 dias.

Denúncia - A acusação foi feita de forma anônima por moradores das comunidades, que se sentem afetados com a violência. Em um dos materiais, o suposto policial é autor da seguinte afirmação: “Agora vai duas viaturas pra lá. Apague essa mensagem aí, apague”. A frase refere-se a uma operação da polícia na comunidade do S, no baixo Róger, região central da cidade. Em alguns trechos das conversas é possível ouvir – ao fundo – um rádio possivelmente da corporação. “Vai, eles vão dar o ‘bote’ aí agora. Na entrada do S aí”, diz o suposto PM em determinado momento. Moradores das comunidades em questão chegaram a repudiar publicamente a atitude do PM. Em comunicado, a população demonstra revolta a postura do policial. O texto ainda cita que o agente possui contato com presos do PB1.

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