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Polícia

Em liberdade, suspeito de matar esposa na PB recebe pensão e luta pelos bens, diz família

O crime aconteceu no dia 18 de julho de 2016, no bairro Muçumagro, Zona Sul de João Pessoa

Por Carlos Rocha

16h38
Foto Ilustrativa: Reprodução Portal de Notícias DN Sul

Já dura três anos a história de dor da família de uma mulher assassinada no bairro de Muçumagro, na Zona Sul de João Pessoa. O principal suspeito, segundo a polícia, é o ex-marido, que chegou a ser preso, mas hoje está em liberdade. De acordo com os próprios familiares da vítima, o suspeito está recebendo a pensão e lutando para conseguir outros bens que estão em nome dela.

O irmão da vítima relatou o sofrimento de uma família inteira diante da perda da professora Priscila Mendonça, morta aos 35 anos, segundo a polícia, pelo próprio marido. De acordo com o irmão de Priscila, Josué Neto, a família não vive desde que ela foi assassinada. Nem festas como Natal e Ano Novo são comemoradas

O crime aconteceu no dia 18 de julho de 2016, no quintal da casa onde o casal morava. Eles mantinham um relacionamento há 11 anos. O disparo atingiu a cabeça da vítima e o suspeito afirmou que Priscila cometeu suicídio, mas não demorou para a perícia descartar essa possibilidade e o acusado ser preso.

Segundo a delegada Maria das Dores Coutinho, a vítima não teria como efetuar o disparo na própria cabeça, uma vez que o tiro fatal foi dado à distância.

De acordo com o irmão da vítima, um outro choque foi quando a família descobriu que não se tratava de um suicídio. O suspeito do crime foi preso ainda no cemitério, durante o sepultamento da vítima.

O acusado passou um ano e quatro meses na cadeia até conseguir na justiça o direito de esperar pelo julgamento em liberdade. Na mesma sentença, que saiu em setembro de 2017, o réu foi pronunciado, termo jurídico que indica que ele vai a júri popular.

O documento cita indícios de que a vítima foi ofendida em função da condição de sexo feminino, em razão da convivência doméstica e familiar, o que caracterizaria feminicídio. Além disso, por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima.

O suspeito saiu da prisão há mais de um ano e meio. Tempo em que a defesa dele interpôs vários recursos, um deles até no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, o que tem retardado a marcação do julgamento.

Enquanto isso, segundo a família de Priscila, o réu busca direito aos bens que eram dela.

"Ele está vivendo bem e recebendo dinheiro do nome dela no INSS. Teve uma audiência no dia 3 de Março, ele pedindo os bens que é uma casa e uma moto, que estão no nome dela", relatou o irmão.

O Advogado do réu diz que não está autorizado a repassar informações e não dá nenhuma declaração sobre processo.