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Nova denúncia ocasionou prisão de zelador suspeito de estupro, diz advogado

Ele deve passar por audiência de custódia neste sábado (15)

Por Carlos Rocha

22h49 - Atualizado 15/03/2019 às 23h00
Foto: Reprodução/ TV Tambaú - RTC

Uma nova denúncia ocasionou a prisão do ex-funcionário, de 43 anos, suspeito de participar de estupros que teriam ocorrido em 2018, dentro do banheiro de uma escola particular em um bairro nobre de João Pessoa. Ele foi preso no fim da tarde desta sexta-feira (15), quando estava em casa, no bairro Alto do Mateus. A polícia informou que ele não resistiu à prisão e fez exame de corpo de delito.

A prisão foi decretada por uma juíza da 5ª Vara Criminal de João Pessoa e, de acordo com o advogado Thiago Beltrão, o suspeito respondia a medidas cautelares impostas pelo juiz da 1ª Vara.

"O juiz Dr Adilson Fabrício, da primeira vara criminal, entendeu o que ele iria responder o processo em liberdade, porque ele não estava mais frequentando a escola, não tinha mais contato com as outras vítima, era primário, tinha residência fixa, profissão, então, é um homem de bem, e por isto poderia responder às acusações em liberdade. Ocorre que uma uma outra denúncia, porém com os mesmo denunciantes e mesmos relatos, foi encaminhada para quinta vara criminal e a juiza da 5ª vara entendeu que caberia prisão preventiva", disse Thiago Beltrão.

Dois pedidos de prisão preventiva tinham sido negados anteriormente e este terceiro foi acatado pela justiça. O advogado de defesa Thiago Beltrão disse que, este ano, o ex-funcionário do colégio começou a cumprir medidas cautelares impostas pela justiça para responder o processo em liberdade. Ele ressaltou que ainda não teve acesso ao decreto, o que deve acontecer neste sábado (15).

"Amanhã teremos acesso ao decreto de prisão, durante audiência de custódia para ver quais são os fundamentos e tomar as medidas cabíveis para que ele possa continuar cumprindo rigorosamente as suas medidas cautelares impostas", completou. A partir de segunda-feira (18) entraremos com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça e também para o próprio juiz que decretou a prisão. Também pediremos ao juízes para reunir os processos, que são fatos conexos", finalizou o advogado.

O suspeito está detido na carceragem da Central de Polícia onde deve aguardar audiência de custódia, marcada para acontecer nesta sábado (16), no Fórum Criminal da Capital.