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Polícia prende zelador suspeito de participar de estupro em escola particular de JP

Ele respondia a uma medida cautelar em liberdade

Por Carlos Rocha

18h16 - Atualizado 16/03/2019 às 07h43
Foto: Reprodução / Internet

A polícia prendeu, no início da noite desta sexta-feira (15), o ex-funcionário suspeito de participar do estupro a crianças em uma escola particular de um bairro nobre da capital paraibana. Ele foi encaminhado para a central de polícia, no bairro do Geisel, em João Pessoa.

A prisão foi decretada pela juiza da 5ª Vara Criminal de João Pessoa e foi cumprida pela Polícia Civil. De acordo com o advogado do zelador, Abraão Beltrão, ele já se encontra na carceragem da Central de Polícia e já realizou exame de corpo de delito.

Na última segunda-feira (11), a Polícia Civil da Paraíba deflagrou uma operação para investigar crimes de abuso sexual cometidos contra crianças em um colégio particular no bairro de Tambaú, em João Pessoa. Durante a ação, três adolescentes foram apreendidos suspeitos de terem cometido o ato em 2018. Todos foram encaminhados ao Centro Educacional do Adolescente (CEA), na capital, onde estão recolhidos até o momento.

Na terça-feira (12), a delegada Joana D’Arc, que está à frente do caso, informou que a Polícia Civil já concluiu inquéritos sobre abusos sexuais a duas crianças, estudantes da escola particular, desde quando a investigação teve início, em maio de 2018. Porém, segundo ela, as autoridades investigam que outras duas crianças, totalizando quatro, também possam ter sido vítimas de estupro. Todas elas são meninos e têm até 10 anos de idade.

Também durante a terça, Joana D’Arc confirmou que um ex-funcionário do colégio particular, que trabalhava como zelador, participou ativamente dos crimes. Em algumas ocasiões ele apenas olhava, mas em outras também assediava as vítimas. Todos os atos aconteciam nos banheiros da escola.

Uma das crianças relatou, inclusive, que o rapaz às vezes destravava as cabines para praticar os atos de abuso. O agora ex-funcionário foi desligado do colégio ainda em 2018, quando houve a primeira denúncia sobre o caso.

Atualmente ele respondia em liberdade, cumprindo medidas cautelares, como apresentar-se mensalmente à Justiça. Porém, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) já protocolou pedidos de prisão preventiva para o zelador, que foram negadas anteriormente.