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Embaixada será informada sobre envolvimento de colombianos em organização criminosa no Brasil

Segundo a polícia, o grupo atuava em várias cidades da Paraíba.

Por Redação Portal T5

11h52 - Atualizado 15/03/2019 às 11h57
Colombiano é preso pela PF nos Bancários, em João Pessoa
Colombiano é preso pela PF nos Bancários, em João Pessoa Foto: Ewerton Correia/RTC

Em entrevista à equipe de reportagem do programa Tambaú da Gente, da TV Tambaú, o delegado Fabiano Diniz, da Polícia Federal (PF) deu detalhes de como a investigação a uma organização criminosa suspeita de praticar uma modalidade de crime financeiro chamado “cobro” ou “cobrito” aconteceu.

Na manhã desta sexta-feira (15), a PF deflagrou a Operação Sicário que cumpriu sete mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva, tanto no estado da Paraíba quanto no Amapá. Na capital paraibana, a polícia realizou a prisão de um suspeito colombiano no bairro dos Bancários, bem como a apreensão de vários bens, a exemplo de um carro, uma moto e malotes com documentos.

Além de brasileiros, colombianos foram identificados como integrantes do grupo criminoso. Segundo o delegado a embaixada do país será informada sobre os crimes.

“A investigação teve início em 2017. Mas, não ´pe agiotagem o objeto de investigação. A agiotagem quando praticada em larga escala ela prejudica o sistema financeiro do país. Esse é o objeto da investigação: crime contra o sistema financeiro do país”.

Ainda segundo o delegado, com o cumprimento dos mandados, a polícia vai “analisar e periciar os materiais encontrados até o surgimento de novas informações”, completou.

“Conforme o delegado, havia uma organização hierárquica no grupo criminoso. Eles ofereciam aos clientes empréstimos a juros altíssimos. Esses valores deveriam ser pagos em um tempo extremamente curto”.

“Tudo era controlado pelo chefe da organização… Haviam aqueles que colocavam a mão na massa; aqueles que ofereciam os empréstimos aos comerciantes, e gente que chefiava essas células”, afirmou.

A polícia deve investigar o caso no âmbito financeiro, inclusive. A principal área de atuação do grupo acontecia em várias cidades do estado, mesmo que a organização se concentrasse em João Pessoa.

“Indícios que nós temos é de que eles realizavam cobranças extremamente ameaçadoras”. Segundo a polícia, as investigações continuam e o caso deve apresentar outros desdobramentos em breve.

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