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"Foi algo pontual" diz delegada sobre criança estuprada em escola particular de JP

A superintendente Regional de Polícia Civil deu detalhes sobre a operação que apreendeu três adolescentes na capital

Por Carlos Rocha

17h40
Foto: Divulgação

A superintendente Regional de Polícia Civil, Roberta Neiva, deu detalhes, na tarde desta segunda-feira (11), sobre a operação que resultou na apreensão de três adolescentes suspeitos de abusar sexualmente de uma criança de oito anos. De acordo com a investigação, o crime aconteceu dentro de uma escola particular, no bairro de Tambaú, na capital paraibana.

Roberta revelou que os mandados de busca apreensão saíram na última sexta-feira (8), e que o crime aconteceu no mês de maio de 2018.

"A vítima tinha 8 anos, na época dos fatos. Na sexta-feira foram expedidos 4 mandados de busca e apreensão de menores. Esses mandados foram cumpridos hoje [segunda-feira] três deles e um ainda está em aberto", relatou.

Os adolescentes apreendidos têm 13, 14 e 17 anos e estão recolhidos no Centro Educacional do Adolescente (CEA), no bairro Jardim Cidade Universitária, em João Pessoa. Um dos mandados ainda não foi cumprido e a polícia está tentando localizar o quarto adolescente. A delegada disse ainda que os mandados expedidos na sexta-feira (8) não tem maiores de idade envolvidos.

A delegada ressaltou que a direção da escola onde o crime aconteceu contribuiu com as investigações.

"Não houve nenhuma resistência por parte da escola, com relação a conceder informações ou algo desse tipo. Isso é um problema sério e lamentável, que deve servir de alerta para uma mudança de comportamento, tanto no âmbito familiar, quanto no âmbito escolar, principalmente através do diálogo", pontuou.

A delegada revelou que os adolescentes que praticaram o ato infracional também eram alunos da escola, assim como a vítima.

"Eles eram alunos da escola, também não era uma coisa que migrava de uma escola para outra, foi algo pontual, em uma escola específica, onde todos eram matriculados, onde todos eram estudantes", disse.

Roberta Neiva pontou ainda que a responsabilidade do ato infracional recai sobre os adolescente e isso está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, apesar da maioridade penal ser de 18 anos.

"Eles respondem mediante a aplicação da legislação específica, que rege no caso da pessoa ser menor de idade, mas eles praticaram ato infracional, equiparado ao estupro, apesar de menores de idade, eles têm uma responsabilidade própria que está prevista no ECA", relatou a delegada.

A delegada finalizou a entrevista enfatizando a importância do diálogo e da participação familiar na formação do indivíduo.

"Na verdade a formação das pessoas é uma formação doméstica, a orientação parte de dentro de casa. A Polícia Civil ela tem obrigação de investigar quando acontece um ato criminoso ou ato infracional, como foi o caso, e tomar todas as providências necessárias para que o responsável seja identificado, como aconteceu", finalizou